18
Jul 16

Comunicado do Ex-Vereador da Câmara de Gavião, eleito pelo PSD: Paulo José Matos

 

 

Esta é a hora de ser um pai presente e embevecido.

Esta é a hora de ser um neto agradecido à avó materna, que tudo deu para me criar, e está nos seus últimos anos de vida, pelo que merece todo o carinho que eu possa presentear em tempo de vida.

Esta é a hora de voltar a contribuir efetivamente com o meu suor, no cultivo da “terra” que sempre foi o rosto da família simples a que pertenço, mas e em simultâneo sempre foi reconhecida por todos como honestamente trabalhadora.

Esta é a hora de empenhar tudo e o infinito na vida profissional, quiçá até em terras distantes de Maputo (Moçambique).

Esta é a hora de voltar a ser um cidadão entre outros.

 

Durante 7 anos, servi a causa pública da minha autarquia pois foi esse o mandato que o povo me delegou, e pelo qual sou eternamente agradecido.

Durante 7 anos, fiz sacrifícios pessoais dos quais, apesar de tudo me orgulho… como utilizar os meus dias de férias (em vez de os gozar) para estar presente em reuniões de câmara, sem prejudicar a minha entidade empregadora.

Durante 7 anos, lutei contra uma maioria socialista que não consegue evoluir, e aplica uma receita de políticas públicas abrutalhada e que serve apenas a destruição de dinheiros públicos. Nada mais são que políticas estéreis, em que o investimento não gera retorno, só despesa futura para a câmara.

Acredito, sem qualquer dúvida, que dentro de duas a três 3 décadas, e não sendo invertidas estas politicas, o resultado surgirá sem surpresas, e de forma esmagadora, no desmantelamento do concelho de Gavião. Todos os anos a autarquia Socialista de Gavião gasta mais de MEIO MILHÃO DE EUROS só em festas, almoços, jantares, participações de eventos, EMBEBEDANDO deliberadamente um povo que nunca teve muita riqueza, mas que com esta receita de entorpecimento, mais pobre fica a cada dia, financeiramente e espiritualmente.

Foram, portanto, 7 anos desperdiçados em que lutei contra uma maioria que desaproveitou tempo e dinheiro numa batalha perdida para a inépcia e ingerência.

 

O resultado que já nesta hora em que deixo as funções públicas podemos constatar chama-se agravamento do processo de “DESERTIFICAÇÃO”. O concelho de Gavião, tem das freguesias mais envelhecidas de todo o Portugal e mesmo da Europa. Custa tanto ver ruas e ruas sem uma única casa habitada. Se em 2001 a população gavionense compreendia perto de 5.000 cidadãos, agora ronda um pouco mais de 3.000.

Durante 7 anos, fui continuamente enxovalhado, ridicularizado na integridade pessoal tanto pelo Ex-Presidente Jorge Martins, como em particular, no último ano com o atual Presidente José Pio. Façam o favor de ler as atas, e apesar de terem sido suavizados os termos, as ofensas estão lá.

E porquê?

Porque o projeto que defendi e tive o orgulho liderar queria revolucionar o modo de pensar e fazer política local. Queria, queríamos sempre duas coisas, democratizar o acesso à função pública, acabando as “cunhas” conhecidas de todos, e iriamos fazer uma aposta na captação de empresas, séria e inovadora na região, e saísse ela vencedora ou não, pelo menos o concelho de Gavião poderia dizer a todos que, ao menos, tentou.

Acredito que este esquema feudal que obriga cidadãos a mendigar às escondidas de outros uma possibilidade de trabalho aqui ou ali, acabará, seja por via da justiça que se torne mais eficaz ou porque o concelho de Gavião poderá ficará sem poder político local, ficando apenas com uma junta de serviços públicos.

Ah… a juventude, essa é cada vez a mais afetada com este sistema corrompido.

Não saio triste, porque dei tudo o que podia e quem me conhece sabe que sim. Não saio pontapeado pela lei, como outros, saio pelo meu pé porque este é o meu momento, porque fui para a vida pública para servir e nunca, em momento algum quis o poder pelo poder.

 

Por último, queria agradecer a todos os cidadãos que me ajudaram nas duas candidaturas que protagonizei (2009-2013, 2013-2017), sendo que peço humildemente desculpa onde lhes falhei, mas e se puderem na vossa amnistia, considerem-me também como humano, e sendo humano, também eu erro.

Apesar de existir um núcleo “duro” de sociais-democratas no concelho de Gavião, tenho o dever moral de agradecer a uma pessoa em particular e que dá pelo nome de Saúl Pereira.

Foste um pai na política social-democrata gavionense para mim.

Sofreste pessoalmente e profissionalmente desde muito novo ao enfrentares este ambiente socialista gavionense hostil. Mas mesmo assim, no dia em que um miúdo de 24 anos (com sangue na guelra e alguma imprudência) te bateu à porta, te pediu apoio, experiencia e principalmente contactos, não fugiste à responsabilidade e ajudaste-me.

Mesmo, sendo um ex-candidato a presidente de câmara, não te importaste de me apoiar sendo candidato (2009) à junta de freguesia da qual partilhamos residência – Gavião… mesmo sabendo que o nosso modo gavionense nem sempre perde a oportunidade de mandar uma laracha e dizer que tinhas descido de “cavalo para burro”. Mesmo sendo um ex-candidato a presidente de câmara na segunda candidatura (2013), não te importaste em me apoiar sendo o meu número 2 para o que desse e viesse.

Um número 2 que na verdade foi sempre o número 1 ao conhecer todos os cidadãos deste concelho, todas as casas e ruelas e azinhagas e lugares deste concelho, todas as dificuldades deste concelho, todas as histórias felizes e infelizes dos nossos cocidadãos.

Obrigado, GRANDE SOCIAL DEMOCRATA e amigo Saúl.

 

Ao sucessor na lista do PSD Gavião, agora legalmente constituído com a minha demissão, e que dá pelo nome de Eduardo Pereira, acredito que será um sucessor condigno por vários motivos, mas por um principalmente por dois:

  • Não é comum ou usual, um funcionário público ter a coragem de sair do comodismo profissional e enveredar pela cidadania ativa, sabendo de antemão, que saindo perdedor do combate autárquico, era perdedor na “casa” do seu próprio “patrão”.
  • A freguesia donde é originário, Belver é só aquela onde o caciquismo politico está mais enraizado! Onde ser diferente (PSD) é um ato de coragem enorme, que pode colocar em risco até a convivência da sua própria família com a comunidade.

…Está no campo das impossibilidades, ser narrador em causa própria e confesso que não sei como serei recordado em terras gavionenses, mas sei como recordarei estes 7 anos… e como alguém um dia disse

 

“Não me despeço, não vou estar por aqui, mas vou andar por aí”

 

Obrigado

paulo-matos@outlook.com

 

 

 

publicado por Paulo José Matos às 13:00 | comentar | favorito
02
Jun 16

Comentário adicional à Defesa da Honra na Reunião de Executivo de Câmara de Gavião do dia 01/06/2016

A JSD Gavião tem sido muito importante para a sociedade gavionense fazendo sempre a pergunta mais incómoda e na altura mais improvável. Esta ação militante originou sempre benefícios adicionais para a população pelas quais milita.

 

No mandato autárquico 2009-2013, a JSD gavionense alertou os autarcas socialistas que a biblioteca municipal estava por abrir há vergonhosos 7 anos.

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Já no mandato atual (2013-2017) a JSD gavionense alertou em pré-época balnear que a ligação pedonal junto à margem do rio Tejo e que liga a praia fluvial do Alamal à Ponte de Belver estava interdita há muitos meses e sem perspetivas de correção da situação, pelo que seria um fator negativo para a estratégia do turismo, dado que este percurso é “só” o mais conhecido de todos os caminhos pedestres do concelho e o sobejamente mais publicitado em todos os eventos nos quais a Câmara de Gavião envia material turístico.

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Há uma semana a JSD Gavionense questionou via redes sociais

Será que os autarcas Socialistas Gavionenses vão seguir as novas diretrizes nacionais bloquistas, comunistas e sindicalistas propondo que as bolsas de estudo atribuídas a alunos Gavionenses no ensino superior comecem a excluir quem estuda no “privado”?

 

Face a esta intervenção da JSD gavionense, no dia 1 de Junho de 2016 em Reunião do Executivo Camarário, presidida pelo presidente José Pio e na presença dos vereadores Paulo Matos e Saúl Pereira eleitos pelo PSD em Gavião, fez uma declaração oponente à JSD e da qual cito o seguinte trecho:

A comissão política do PSD de Gavião, da qual emana a JSD, e que os senhores vereadores fazem parte, demonstra cobardia… faz jogos maldosos, procura agir de má-fé, com ignorância e estupidez.

 

Por sua vez, o vice-presidente António Severino referiu

O Sr Vereador (Paulo Matos) deveria medir o que diz. Em 2015 houve um corte de financiamento no agrupamento vertical de escolas de Gavião, pelo governo do PSD-CDS. Você esteve calado que nem um rato.

 

Face a estas acusações, eu Paulo Matos devo referir que:

 

1. A pergunta que a JSD gavionense fez aos autarcas gavionenses é legitima. A população gavionense tem o direito de saber se os pactos de regime feitos pelos socialistas nacionais com Bloco de Esquerda e Comunistas serão transpostos para a realidade local. Hoje é a questão da educação, amanhã poderá ser outro tema que afete a vida desta população mais directamente.

 

2. A pergunta formulada pela JSD gavionense em momento algum caracterizou os autarcas gavionenses como “sendo isto” ou “aquilo”. Acrescente-se que também não se formulou qualquer juízo de valor ao Bloco de Esquerda e Partido Comunista. Se os socialistas gavionenses sentem desconfortáveis com esta colagem, têm de direcionar o seu descontentamento ao seu presidente, António Costa.

 

3. O ataque pessoal feito pelo presidente José Pio, enumerando e remetendo um conjunto de “asneiras” a um conjunto de gavionenses dos quais sou parte integrante, sem que tivesse sido “ofendido” previamente, denota que não sabe lidar democraticamente com uma “pergunta”. Numa democracia madura existem perguntas e respostas, sendo que só surgem ofensas gratuitas quando não há argumentos. Ainda assim, não é nada de novo. O Ex-presidente Jorge Martins no mandato anterior fez questão de colocar um edital em todos os lugares de costume (vulgo cafés) a chamar palhaço ao vereador “Paulo Matos”, apenas por este ter visitado à data a IPSS de Margem com um conjunto de membros municipais, na senda de saber porquê de o centro de noite não abrir.

 

4. O Vice-presidente António Severino erra quando diz que o vereador Paulo Matos está calado que nem um rato. Primeiro porque a ofensa gratuita nem a quem a profere dignifica. Depois porque não quer lembrar-se que estive ao seu lado, ao lado do partido socialista gavionense, na defesa de temas como a Saúde (emergências para Abrantes), na questão dos sucessivos atrasos das obras da Ponte de Belver, na defesa da reposição das verbas cortadas ao Agrupamento de Escolas Gavionense… ou seja, defendi os gavionenses pressionando um governo nacional dirigindo pelo PSD-CDS com qual me identifico e apoiei . Assim, também espero que o vice-presidente defenda os gavionenses contra as tomadas de decisão deste governo que teve a habilidade de juntar 3 derrotados das eleições legislativas: o PS-BE-PCP.

 

 

Em suma, e tendo uma educação de base católica, respeito o meu próximo não devolvendo na mesma moeda as ofensas gratuitas que me fazem. Não o fiz no passado com o ex-presidente, não o farei com o atual. Esta é a minha forma diferente de ser e estar. Centenas de folhas de atas de reuniões de câmara e nunca verão um impropério mencionado por mim a terceiros, já o contrário…   

 

Tenho a consciência que posso ter defraudado alguns dos meus simpatizantes em alguns temas ao longo de 7 anos de mandato como vereador, mas tenho a certeza que nunca foi nem nunca será por causa do meu exemplo e educação ao nível da linguagem utilizada no tratamento de cada tema.

 

O vereador Paulo José Estrela Vitoriano de Matos

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25
Abr 16

Se a Liberdade tivesse dono, era uma ditadura.

O 25 de Abril de 2016 será recordado como o primeiro em que Marcelo Rebelo de Sousa é Presidente da República Portuguesa. Neste dia, Marcelo disse “Falta cumprir Abril” e “Há muito que foi cumprido mas há muitíssimo que falta ainda cumprir”.

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Não me ocorre melhor pensamento para a população gavionense. População esta, ostracizada no interior português, em que 42 anos de liberdade não chegaram para dar uma liberdade que todos anseiam, a liberdade de escolha de um trabalho, de uma profissão. Ninguém é verdadeiramente livre se não obtiver a sua fonte de rendimento de forma independente. Não há almoços grátis. Aqui, em Gavião, falta cumprir Abril. 

 

Nestes 42 anos os autarcas locais construíram acessibilidade, infra-estruturaram o território, dotaram-no de equipamentos públicos (alguns até dimensionados para uma população que à data da sua inauguração não existia, muito menos agora se prevê que exista por exemplo para os próximos 42 anos). Porém, e curiosamente, faltou-lhes o anseio ou a vontade da criação de postos de trabalho fora da esfera do estado mas talvez não seja assim tão inocente essa situação.

 

Existe um controlo "totalitário informal" por parte dos órgãos autárquicos vigentes nos serviços públicos nacionais prestados localmente, por meio de uma teia de ligações familiares factuais e de todos conhecida entre os gavionenses. Este tipo de relações, que existem noutros concelhos e não só no de Gavião, citando alguns historiadores e sociólogos nacionais é apelidada de "nova burguesia política", analogamente faz-nos lembrar logo o paradoxo do "novo rico". E esta classe social criada artificialmente com o dinheiro dos impostos de todos nós, indubitavelmente sufoca o cidadão comum a evoluir pois o lugar foi predestinado a alguém (alguém que até pode ainda não ter acabado o curso). Como alguém dizia outro dia "aburguesaram-se" e agora são "donos disto tudo".

 

Uma sociedade que não deixa os melhores chegarem à governação, é uma sociedade doente, oncologicamente doente. Tipicamente, de tempos a tempos há um limpeza provocada por um elemento exterior, e assim foi nas "Uniões" das juntas de freguesias assinadas no memorando da troika pelo PS e depois executado pela governação PSD-CDS. Não tenho muitas dúvidas se daqui a 5 a 10 anos ocorrer uma nova intervenção financeira ao Estado Português (e isso pode de facto acontecer), pode dar-se que o concelho de Gavião corra riscos de ser "fundido" num outro. A acontecer, a estratégia de "controlo" populacional pode ser repentinamente e radicalmente "dura" para estas famílias que se aburguesaram com o "poder" e não têm uma ocupação fora da esfera do Estado, não tem um trabalho, dito por palavras mais simples.

 

A população remanescente em concelhos do interior como é o caso de Gavião face a esta solução radical, irá acelerar o processo de migração "aldeia-sede do concelho", "sede do concelho-cidade mais próxima", "cidade-área metropolitana de Lisboa ou Porto" e o destino final será, como foi sempre a "emigração". Aliás, num levantamento informal a gavionenses nascidos entre 1980 e 1985 conclui-se que 7 em cada 10 já vive (trabalha) fora do concelho de gavião. Quer isto dizer que por muito que se apoie a natalidade (entre os diversos exemplos de apoios sociais), e é positivo que os autarcas o façam, FALTA CUMPRIR GAVIÃO, porque só o trabalho dá esperança e possibilidade de usufruir desta qualidade de vida fantástica que se vive, aqui, em Gavião. Neste aspecto, desde 2009 que o PSD de Gavião tem em cima da mesa, uma proposta para criação de um centro nearshore para que se instalem empresas de prestação de serviços à distancia, como por exemplo um callcenter. Pode parecer pouco mas para quem pouco tem muito lhe seria. Felizmente, com um novo presidente, em 2014 a proposta foi inscrita no orçamento municipal para 2015 ainda que em 2016 não tenha sido materializada fora do papel.

 

Nos últimos anos, como todos os cidadãos fui afectado pela crise. Porém, e porque foi a primeira pela qual passei enquanto "trabalhador" procurei reflectir no que a minha vida poderia melhorar com esta situação para futuro. Percebi que tinha de ser mais humilde e considerar bem os meus gastos, por outro lado deveria dar mais enfoque à felicidade das pequenas "coisas", "coisas" estas que normalmente não são de "consumo imediato". Um bom exemplo é por exemplo trocar o "sair à noite" num fim de semana para ficar em casa a ler. A sociedade no geral deveria ter apreendido algo com a crise, e não tem de ser necessariamente este exemplo que dou.

 

Mas não. O que sinto e vejo, é que no geral (e esquecendo se estamos a falar componente local ou não), não aprendemos nada. O poder politico actual (independentemente do nível) continua a embriagar o povo com festas e festanças, não há fim de semana que não haja esbanjamento de dinheiros públicos para saciar vários pecados capitais como a "Avareza", "Luxúria" ou a "Soberba". Aliás a igreja dominante, a Católica, que apesar de sabiamente estar a ser gerida pelo Papa Francisco numa abertura fantástica à sociedade, não é isenta de culpas e contribui mais para um paganismo religioso do que para a promoção da leitura das "escrituras", facto que na minha modesta opinião, deveria ser invertido. Mas o objectivo é claro, desviar dos cidadãos as atenções do que é essencial, que não há criação de emprego, e por conseguinte a distribuição de riqueza não acontece, logo o fosso social entre a "classe trabalhador" e as restantes como aquela que a título de exemplo já referi, os "novos políticos aburguesados" aumenta a olhos vistos.

 

Panem et circenses

 

Curioso que sou de expressões latinas não poderia deixar de citar "pão e jogos". Basicamente a expressão surgiu no final do Império Romano, no período da sua decadência, dado que para o Império foi opção política distrair os cidadãos por forma a evitar ter de gerir uma revolta ou insubordinação, que no fim do dia, a título de exemplo nos tenha deceptado. Que frase mais atual para a sociedade portuguesa. Damos tudo a todos para distrair o máximo destes enquanto puder-mos, e no fim alguém diz "o próximo que feche a porta".

 

Enfim, e porque a reflexão já vai longa gostaria de dizer que este texto foi escrito, da forma como foi, porque eu vivo em plena liberdade de expressão.

 

Agradeço convictamente a quem permitiu eu poder ter este direito e termino citando uma máxima da Juventude Social Democrata "Se a Liberdade tivesse dono, era uma ditadura.".

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publicado por Paulo José Matos às 23:59 | comentar | favorito
20
Jan 16

Intervenção programada - Vereador Paulo José Matos - Câmara Municipal de Gavião

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Gavião, 20 de Janeiro de 2016

 

Exmo. Sr. Presidente, Srs. Vereadores,

 

Voltando hoje este salão nobre dos paços do concelho de Gavião, depois do gozo de uma licença parental de 3 meses sinto que nada até aqui está igual e é necessário fazer um ponto de reflexão prévio.

 

Durante estes três meses a nível nacional ocorreram eleições legislativas que legitimaram duplamente a coligação PSD-CDS para governar Portugal, tanto em número de eleitores como em número de deputados na Assembleia da República. Não obstante e quebrando a tradição democrática portuguesa com 40 anos e acolhida por todos os partidos democráticos até então, hoje temos um governo Socialista com patrocínio da esquerda radical, anti Nato, anti Europa, anti Euro, anti iniciativa privada, anti meritocracia e entre outros. Reforço que a tradição democrática que aludo foi sempre cumprida pelos partidos PSD e CDS quando se formaram governos minoritários pelo partido socialista pois a regra parecia simples, quem vence eleições forma governo.

 

Vivemos portanto um tempo novo com regras e alianças muito voláteis, adaptemo-nos portanto.

 

Parece-me assim importante, e aqui no meu regresso ao local onde se debate política a nível local, fazer um balanço destes dois anos.

 

Nestes dois anos, a governação liderada pelo socialista e presidente José Pio teve a capacidade de resolver problemas identificados pelos munícipes de gavião, onde se incluem, sem a menor das dúvidas, militantes do PSD com e sem funções autárquicas. Das situações que não estavam resolvidas em 2013, boa parte foram mesmo criadas na anterior governação socialista pelo ex-presidente Jorge Martins. São exemplos concretos dos problemas resolvidos pelo Presidente José Pio:

  • A anterior má tomada de decisão na Opção Gestionária que afetou os funcionários da câmara,
  • O término da resolução do imbróglio jurídico com o autocarro do município e o dos contentores enterrados,
  • O travar das ações jurídicas contra cidadãos por questões territoriais menores,
  • A reabilitação do Mercado Municipal, das Piscinas Municipais Cobertas,
  • A implementação de soluções para anular o risco cancerígeno do Ar Condicionado do Cineteatro de Gavião,
  • O protocolo de aceitação do edifício da Casa do Povo de Gavião,
  • A pressão para a resolução do problema do encaminhamento dos doentes de saúde para Abrantes invés Portalegre,
  • A pressão para a retoma da empreitada na ponte de Belver,
  • Os apoios às IPSS no valor de vários milhares de euros, e nalguns casos não existindo estes, estas podiam falir como está bem expresso na ata de 2 de fevereiro de 2015 em relação ao Centro Social Belverense.

 

Em todas estas decisões o PSD Local esteve ao lado do atual executivo socialista, e mesmo fazendo a devida pressão no governo central que até então era da sua cor partidária para que também ajudasse. Em suma, poder-se-á disser que o atual presidente, o socialista José Pio fez as pazes com a população do município ao resolver problemas concretos e colocando alguma alegria nos nossos concidadãos e exemplo disso é a programação nas épocas festivas como se constatou pela segunda vez, na quadra natalícia de 2015.

 

Por termos de ser honestos e diretos, temos agora de referir que nestes dois anos foram surgindo situações tardiamente reveladas sobre a anterior gestão do executivo socialista, e que nada favorece a tarefa de governar o município que com um orçamento anual de 8 milhões de euros procura, ainda assim, manter um ambiente de finanças saudáveis, tanto para o presente, como para futuro. Relembro desde logo o buraco de 1 milhão de euros, aberto a 22 de fevereiro de 2014, decorrente da estimativa exagerada de reembolso do IVA em 1.4 milhões de euros e que resultou apenas em perto de 300 mil euros. Já em abril de 2015, os deputados municipais eleitos pelo PSD Carlos Arez e Carlos Chambel alertavam para as dúvidas que existiam sobre o valor do inventário, facto comprovado em Agosto de 2015, no Relatório do Revisor Oficial de Contas em que dizia “O imobilizado do município representa 90% do activo.” e “Entendemos necessário que se proceda a uma análise individualizada de todos os bens registados no património. Alguns podem já não existir ou estarem inoperacionais”. Ou seja, toda a arquitetura financeira do município pode estar desenhada bem acima das suas possibilidades porque contabilisticamente está sendo ofuscada pelo imobilizado. Já em dezembro de 2015 em assembleia municipal na discussão do orçamento para 2016 verificou-se a não explicação fatual aos deputados municipais do PSD de como a câmara de Gavião vai atingir vendas em valores superiores a 1 milhão de euros quando em 2015 o orçamento na mesma rúbrica era de apenas 120 mil euros.

 

Estes três apontamentos dizem-nos que financeiramente a autarquia de Gavião pode estar no ponto em que escolhe ir pelo caminho seguro ou pelo caminho inseguro, cheio de incertezas. Reforço esta mesma ideia sob as palavras parafraseadas do deputado municipal socialista João Valério há algum tempo em assembleia municipal “Não somos nós que o dizemos (Partido Socialista) é a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas: a câmara municipal de Gavião está bem”. Temos hoje a mesma legitimidade para constatar que se em 2012 eramos classificados com o 10º (quadro R63.C) no Ranking Global dos 35 melhores municípios de pequena dimensão, em termos de eficiência financeira, em 2013 passamos a 13º e agora, em 2014 não constamos nem nos 35 melhores do país, nem no top 5 do distrito de Portalegre.

 

Saberá o sr. Presidente também quanto nós, PSD, das dificuldades que o maior empregador não estatal do município está a sofrer. Aliás o fazer parte da ordem de trabalhos de hoje, vários pedidos de apoio oriundos da Santa Casa da Misericórdia de Gavião, não é coincidência. O que nestes documentos não é dito é que para 2016 foi aprovado um orçamento com que se admite um resultado liquido negativo na ordem de grandeza dos 130 mil euros, não obstante de há dois anos para cá apresentar-se sempre saldo negativo nas contas de gestão. Infelizmente, parece-me que será outra vez o município a ter de amparar os problemas a bem da manutenção dos níveis de empregabilidade no nosso concelho, a bem do tecido familiar e social do nosso concelho.

 

Quero isto dizer que os cidadãos que votaram nos eleitos do PSD para que os representasse neste órgão da Câmara Municipal, não escondem a boa vontade que o atual presidente José Pio está para com a população, mas querem ter a garantia de um futuro sustentável, e para esse futuro cumprir-se não pode a parte financeira da câmara furtar-se, estando ela por sua vez doente e não podendo ajudar por sua vez outros, quiçá mais doentes.

 

Obrigado.

 

O vereador eleito pelo PSD

 

Paulo José Estrela Vitoriano Matos

 

 

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17
Jul 15

Intervenção Paulo Matos Comissão Politica Distrital Portalegre 16-07-2015

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 Portalegre, 16 de Julho de 2015 - 22:15h

 

Gostaria de cumprimentar todos companheiros presentes aqui na pessoa do presidente da CPD, Dr. Armando Varela,

Inicio a minha intervenção para vos dizer que “estar longe de Portalegre não quer significa que esteja afastado”, em particular aos problemas do distrito. Nessa medida peço-vos que não interpretem mal a minha intervenção mas interpretem-na como um contributo positivo.

 

Antes de mais, quero-vos dizer aqui, que 1/3 do que sou politicamente devo-o PSD Distrital de Portalegre que em 2009 me apoiou quase sem me conhecer. Ou seja, teve a irreverencia de apoiar um jovem a presidente de câmara, sabendo desde logo que à data seria o candidato do PSD mais novo em Portugal naquela posição. Muito Obrigado!

Sem falsas modéstias tenho também de dizer-vos que o outro 1/3 devo-o a mim próprio, que ao longo dos meus 6 anos de autarca fiz e faço sacrifícios, como por exemplo, ao abdicar das ferias pessoais decorrentes da minha atividade profissional no sector privado para me deslocar a Gavião  às reuniões de câmara e a outros eventos políticos que ocorrem no distrito de Portalegre patrocinados pelo PSD.

E por fim é com agrado que devo o restante 1/3 da minha força política aos gavionenses que acreditam em mim e na minha ação politica colocado a responsabilidade do seu voto sob os meus ombros.

Dito isto, gostaria de vos dar nota que no concelho do qual faço parte, durante um pouco mais de 3 anos tivemos um problema com a reorganização dos serviços de saúde distritais e que impedia os cidadãos de Gavião irem para Abrantes, como desde há muitos anos vinha a acontecer!

Só agora, em ano eleitoral o problema ficou resolvido. Eu estou solidário com os meus co-cidadãos, isto não poderia demorar tanto tempo a resolver-se!

Desta forma, é aqui neste espaço próprio que assumo que o perfil de deputado escolhido por representação do distrito de Portalegre deve ser combativo e se for preciso incomodativo! E para não estar a falar no abstrato, dou-vos um exemplo que aconteceu muito recentemente no dia 1 de Junho (2015). Duarte Marques  deu uma entrevista ao jornal “i” e sabem qual foi a capa do jornal desse dia? Pois escrevia o seguinte “Deputado do PSD contraria Passos Coelho” e “As pessoas envolvidas no BPN são uma vergonha para o PSD” e ainda “Dias Loureiro não é exemplo para ninguém em Portugal".

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Dou-te os parabéns, Joaquim Lizardo pela iniciativa em colocares-te se à disponibilidade de ser cabeça de lista por Portalegre em nome do PSD.

 

Não só te felicito, como vou-te apoiar energeticamente, pois quem dá o peito às balas pelo PSD e em concelhos socialistas sabe que o combate é duro, mesmo a nível familiar, o Lizardo é alguém que já demonstrou ter coragem para os combates agressivos que se avizinham!


Temos de respeitar o candidato socialista por Portalegre já apresentado, o Dr Luís Testa, cumprimentando-o respeitosamente e à sua equipa. No tempo cronológico temos de avançar o mais depressa possível para apanhar o ritmo.


Caros companheiros, agradeço-vos a vossa paciência em me ouvirem e termino com uma frase de Sá Carneiro que se ouve pouco em Portalegre mas que queria que se ouvisse mais “A política envolve mudança, a política envolve risco!”

publicado por Paulo José Matos às 08:00 | comentar | favorito