Clipping - CDU Gavião - Jornal Alto Alentejo

CDU apresenta Manuel Delgado
«A autarquia de Gavião nada tem degradado,
mas também nada tem realizado»


 

A CDU apresentou, a 2 de Agosto, no Auditório da Biblioteca Municipal, a sua candidatura à Câmara de Gavião.

 

Na cerimónia, que contou com a presença do deputado do Partido Ecologista “Os Verdes”, José Luís Ferreira, Manuel Delgado, cabeça-de-lista à Câmara de Gavião, mostrou-se honrado pelo convite da CDU e assumiu que a sua candidatura «tudo fará para  não  defraudar  a  confiança,  ou  pelo menos as expectativas, que estamos a despertar em todos vós».

 

Perante algumas dezenas de simpatizantes, o candidato revelou que aceitou o convite da CDU «porque me revejo e subscrevo as aspirações que esta candidatura tem para a governação deste município».

 

Parafraseando um estudo de um investigador do Instituto de Ciências Sociais, Manuel Delgado mostrou-se apologista da lei de limitação de mandatos, argumentando ainda que esta é a forma «de prevenir os fenómenos do abuso de poder, corrupção e clientelismo no exercício das funções do poder autárquico».

 

Posto isto, o candidato lamentou que, «consultadas as listas do PS às autárquicas 2013, para os órgãos locais do concelho de Gavião, constata-se que, na lista à Assembleia Municipal, o actual presidente da autarquia eleito pelo PS e ainda em funções, está tão agarrado ao poder, que é o cabeça de lista do PS àquele orgão deliberativo».

 

«Esta candidatura à Assembleia Municipal do autarca em fim de mandato, embora legalmente válida, não oferece as garantias de legalidade a que se deve pautar um autarca, após sair do órgão executivo do Município, tais como a isenção, desinteresse e imparcialidade (…) pelo que, apenas lhe interessa o poder politico local a qualquer preço, não olhando nem a meios nem a fins, para se encontrar inserido no meio autárquico onde exerceu a sua hegemonia durante 12 anos, privilegiando uns, em detrimento de outros munícipes».

 

E criticou ainda o facto de a lista socialista à Assembleia de Freguesia de Belver ser encabeçada pela esposa do actual presidente da Câmara. «É um direito que lhe assiste, mas a ética politica, e na situação em concreto, assim o reprova. Estamos perante uma situação de nepotismo».

 

De acordo com Manuel Delgado, o actual elenco camarário tem procurado, nos primeiros meses deste ano «suster a anarquia, reparar danos e tentar salvar a sua reputação». No entanto, e na sua opinião, «já é tarde pois os munícipes devem daí tirar as suas ilações e tomar as decisões necessárias à sua aniquilação».

 

«A autarquia de Gavião, nada tem degradado, mas também nada tem realizado. O imobilismo é mais nefasto que a actividade correctamente exercida. O imobilismo compromete o futuro, tem mais de insensatez do que bom senso», declarou, acrescentando que «a CDU não defende a anarquia, não defende o fixismo. Defende o conceito de uma sociedade aberta participativa, virada para o desenvolvimento».

 

Na opinião do candidato, «só com uma mudança de política e com a CDU o concelho de Gavião poderá ser um pólo atractivo ao investimento e fixação de empresas, em detrimento das políticas do PS, que nada fizeram em cerca de duas décadas para desenvolver o município».

 

Mesmo consciente das dificuldades  que o poder local atravessa, Manuel Delgado assumiu que uma das prioridades da sua candidatura é «fixar e atrair mais pessoas para criar mais riqueza e postos de trabalho».

 

«Pretendemos ainda desenvolver a democracia participativa, incentivando a participação activa dos cidadãos, contra a resignação e a acomodação, privilegiando uma participação orientada pela positividade e assertividade – não só apontar os males e os erros, responsabilizando os outros por eles, mas, principalmente, apontar caminhos alternativos que sejam mais eficientes e abrangentes.

 

Assistimos hoje a níveis de exercício da cidadania e de participação das pessoas como raramente se viu.

 

Essa cidadania activa não se verifica no concelho de Gavião. Precisamos de passar à fase mais difícil, que é através das associações locais intervir junto dos cidadãos para que possam exercer o seu livre direito de cidadania, estando mais bem informados sobre as políticas de desenvolvimento do concelho», concluiu.


publicado por Paulo José Matos às 08:30 | comentar | favorito