Uma apreciação ao discurso 23 Novembro - Feriado Municipal Gavião

23 Novembro - Feriado Municipal Gavião


Numa manhã fria, com muito pouca população (eram menos de 25 pessoas as que não tinham qualquer ligação partidária), sem o brilho de outras evocações, foi apenas assinalado o feriado municipal de Gavião.

 

O nosso Novo Presidente fez um discurso que se poderá dizer, como sendo feito por alguém do 4 anel da Assembleia da República (como se um estádio se tratasse). O discurso que até poderia ser dito por Catarina Martins do Bloco de Esquerda ou ainda Augusto Santos Silva do PS, o tal que gosta é de “malhar na direita”, que ninguém via as diferenças.

 

Se olharmos estatisticamente, 80% do discurso foi sobre o Governo de direita do PSD-CDS, que aumenta impostos e escraviza a sociedade, o governo que mata os municípios. Nos restantes 20% de discurso ficou-se por vagas palavras, ambíguas, sem luz ao fundo do túnel, e sem sequer remeter uma proposta concreta para o nosso futuro municipal (de 4 anos).

 

Esperávamos um pouco mais, se se vai voltar a fazer a Gastronomia anualmente, se se vai por a Feira Medieval de Belver anualmente, se já começou a contactar empresários para a Zona industrial (seja a de Gavião seja a de Comenda), se já começou a olhar para o despovoamento e em que alternativas para mitigar isso.

 

Compreendo que desde a tomada de posse a 23 de Novembro, o tempo não foi muito, mas ter uma ideia do que se quer fazer, é algo intangível que se tem de ter no espirito a todo o momento, sendo que a sua génese tem de ser feita de forma maturada num momento pré-eleitoral.

 

Como ponto positivo, destaco o discurso ser sintético e em torno de uma ideia simples (apesar de ser a ideia do governo e não do concelho). Não precisamos de discursos à Hugo Chaves, de várias horas.

 

Da minha parte ainda deu para ir apanhar zeitona, aproveitando melhor o sábado. Obrigado.

 

Gavião, 24 de Novembro de 2013

Paulo Matos

 

 

publicado por Paulo José Matos às 23:59 | comentar | favorito