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Jun 16

Comentário adicional à Defesa da Honra na Reunião de Executivo de Câmara de Gavião do dia 01/06/2016

A JSD Gavião tem sido muito importante para a sociedade gavionense fazendo sempre a pergunta mais incómoda e na altura mais improvável. Esta ação militante originou sempre benefícios adicionais para a população pelas quais milita.

 

No mandato autárquico 2009-2013, a JSD gavionense alertou os autarcas socialistas que a biblioteca municipal estava por abrir há vergonhosos 7 anos.

jsd gaviao biblioteca.jpeg

Já no mandato atual (2013-2017) a JSD gavionense alertou em pré-época balnear que a ligação pedonal junto à margem do rio Tejo e que liga a praia fluvial do Alamal à Ponte de Belver estava interdita há muitos meses e sem perspetivas de correção da situação, pelo que seria um fator negativo para a estratégia do turismo, dado que este percurso é “só” o mais conhecido de todos os caminhos pedestres do concelho e o sobejamente mais publicitado em todos os eventos nos quais a Câmara de Gavião envia material turístico.

jsd distrital gaviao.png

Há uma semana a JSD Gavionense questionou via redes sociais

Será que os autarcas Socialistas Gavionenses vão seguir as novas diretrizes nacionais bloquistas, comunistas e sindicalistas propondo que as bolsas de estudo atribuídas a alunos Gavionenses no ensino superior comecem a excluir quem estuda no “privado”?

 

Face a esta intervenção da JSD gavionense, no dia 1 de Junho de 2016 em Reunião do Executivo Camarário, presidida pelo presidente José Pio e na presença dos vereadores Paulo Matos e Saúl Pereira eleitos pelo PSD em Gavião, fez uma declaração oponente à JSD e da qual cito o seguinte trecho:

A comissão política do PSD de Gavião, da qual emana a JSD, e que os senhores vereadores fazem parte, demonstra cobardia… faz jogos maldosos, procura agir de má-fé, com ignorância e estupidez.

 

Por sua vez, o vice-presidente António Severino referiu

O Sr Vereador (Paulo Matos) deveria medir o que diz. Em 2015 houve um corte de financiamento no agrupamento vertical de escolas de Gavião, pelo governo do PSD-CDS. Você esteve calado que nem um rato.

 

Face a estas acusações, eu Paulo Matos devo referir que:

 

1. A pergunta que a JSD gavionense fez aos autarcas gavionenses é legitima. A população gavionense tem o direito de saber se os pactos de regime feitos pelos socialistas nacionais com Bloco de Esquerda e Comunistas serão transpostos para a realidade local. Hoje é a questão da educação, amanhã poderá ser outro tema que afete a vida desta população mais directamente.

 

2. A pergunta formulada pela JSD gavionense em momento algum caracterizou os autarcas gavionenses como “sendo isto” ou “aquilo”. Acrescente-se que também não se formulou qualquer juízo de valor ao Bloco de Esquerda e Partido Comunista. Se os socialistas gavionenses sentem desconfortáveis com esta colagem, têm de direcionar o seu descontentamento ao seu presidente, António Costa.

 

3. O ataque pessoal feito pelo presidente José Pio, enumerando e remetendo um conjunto de “asneiras” a um conjunto de gavionenses dos quais sou parte integrante, sem que tivesse sido “ofendido” previamente, denota que não sabe lidar democraticamente com uma “pergunta”. Numa democracia madura existem perguntas e respostas, sendo que só surgem ofensas gratuitas quando não há argumentos. Ainda assim, não é nada de novo. O Ex-presidente Jorge Martins no mandato anterior fez questão de colocar um edital em todos os lugares de costume (vulgo cafés) a chamar palhaço ao vereador “Paulo Matos”, apenas por este ter visitado à data a IPSS de Margem com um conjunto de membros municipais, na senda de saber porquê de o centro de noite não abrir.

 

4. O Vice-presidente António Severino erra quando diz que o vereador Paulo Matos está calado que nem um rato. Primeiro porque a ofensa gratuita nem a quem a profere dignifica. Depois porque não quer lembrar-se que estive ao seu lado, ao lado do partido socialista gavionense, na defesa de temas como a Saúde (emergências para Abrantes), na questão dos sucessivos atrasos das obras da Ponte de Belver, na defesa da reposição das verbas cortadas ao Agrupamento de Escolas Gavionense… ou seja, defendi os gavionenses pressionando um governo nacional dirigindo pelo PSD-CDS com qual me identifico e apoiei . Assim, também espero que o vice-presidente defenda os gavionenses contra as tomadas de decisão deste governo que teve a habilidade de juntar 3 derrotados das eleições legislativas: o PS-BE-PCP.

 

 

Em suma, e tendo uma educação de base católica, respeito o meu próximo não devolvendo na mesma moeda as ofensas gratuitas que me fazem. Não o fiz no passado com o ex-presidente, não o farei com o atual. Esta é a minha forma diferente de ser e estar. Centenas de folhas de atas de reuniões de câmara e nunca verão um impropério mencionado por mim a terceiros, já o contrário…   

 

Tenho a consciência que posso ter defraudado alguns dos meus simpatizantes em alguns temas ao longo de 7 anos de mandato como vereador, mas tenho a certeza que nunca foi nem nunca será por causa do meu exemplo e educação ao nível da linguagem utilizada no tratamento de cada tema.

 

O vereador Paulo José Estrela Vitoriano de Matos

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15
Abr 14

Clipping: "França prepara cortes na Segurança Social"

No último governo sombra, João Miguel Tavares disse algo mais ou menos assim "É curioso que todos os governos de esquerda no poder, estejam aplicar a receita do centro direita, foi assim em Itália, agora é o em França."

 

Será que isto é a evidência que na Europa, não há alternativa ao centro direita?

 

Hoje curiosamente eis a notícia...

 

link: http://economico.sapo.pt/noticias/franca-prepara-cortes-na-seguranca-social_191246.html

 

França prepara cortes na segurança social

António Freitas de Sousa

15/04/14

 

Executivo chefiado por Manuel Valls poderá decidir cortes de 23 mil milhões de euros no Estado social.

 

A proposta do novo primeiro-ministro francês, Manuel Valls, de promover uma poupança da ordem dos 50 mil milhões de euros na despesa pública ao longo dos próximos três anos, já tem um ‘road map’.

 

Segundo a imprensa francesa de hoje, a poupança será realizada em especial no segmento da previdência social. Só depois disso surge a retracção da despesa primária e finalmente o financiamento às administrações locais e regionais.

 

A informação não é oficial mas, a ser verdade, segue os mesmos passos de outras economias europeias apostadas na poupança: o Estado social surge à cabeça nas intenções de contenção de gastos, com um contributo estimado de 23 mil milhões de euros.

 

A decisão do novo governo francês pode tornar-se polémica, num país que é historicamente uma referência na matéria: foi um governo chefiado por um socialista – Leon Blum, em 1936 – que implementou diversas medidas sociais de apoio aos trabalhadores, que viriam a tornar-se letra de lei um pouco por toda a Europa.

 

O próprio presidente francês, François Hollande – que está num pico de falta de popularidade – poderá ver novamente a sua imagem afectada, reforçando a ideia, defendida pelos partidos à sua direita, de que há um distanciamento crescente entre o governo do país e o eleitorado que o colocou no poder.

publicado por Paulo José Matos às 08:30 | comentar | favorito