30
Jan 10
30
Jan 10

Após o anunciado afastamento do comentário político televisivo por António Vitorino por forma de jejum a uma candidatura presidencial, Manuel Alegre precipita a sua!!!

Caros

 

Janeiro de 2010, foi marcado por duas situações relacionadas e/ou relacionáveis que demonstram que não é só o Partido Social Democrata que tem mais líderes que  lugares. Não quero com isto dizer que é uma situação indesejada, mas sim um constrangimento de sermos um povo muito político...

 

Como alguém um dia disse na Europa, se fosse necessário escolher as melhores profissões do continente europeu, de Portugal se chamaria um advogado e um político!!! É pois no mínimo curioso!

 

1º Acontecimento (11-01-2010) - António Vitorino indica que ao acabar o contrato com a RTP para o programa "Notas Soltas", em Fevereiro, não pretende renovar.

 

 

2º Acontecimento (15-01-2010) Manuel Alegre anuncia oficialmente a sua candidatura ao cargo de Presidente da República Portuguesa.

 

À partida, nada de relacionável teriam estes dois factos, mas isso é errado.

É sabido que em Portugal é costume um futuro candidato à P.R. efectuar um jejum  ao nível de imagem preparatório, e muitos cronistas indicam que seria esse o ponto que António Vitorino estaria para tomar!

Ora Manuel Alegre já "escaldado" com o seu próprio exemplo de há 5 anos, não esperou e deu o pontapé de saída, queimando JÁ todos os potenciais candidatos oficiais do Partido Socialista que não ele!

Para complicar as coisas, Manuel Alegre com o apoio do Partido Socialista "B" (Movimento de Intervenção e Cidadania), já tem o apoio do Bloco de Esquerda e está a meio caminho de convencer o Partido Comunista!

Ora o Partido Socialista a última coisa que quer em Belém é um independente de sí próprio, com ideias próprias e muitas vezes divergentes das do Governo Socialista!

Já se ouve alguns dirigentes socialistas a dizer, que Alegre deve-se afastar da má influência bloquista para adquirir o apoio oficial, ao que este retorquiu indicando que não foi ele que pediu apoio, foi o apoio que veio até ele...

Eis o site oficial da candidatura

http://www.manuelalegre.com/

 

 

Os melhores cumprimentos

publicado por Paulo José Matos às 00:01 | comentar | favorito
24
Jan 10
24
Jan 10

Escola de Gavião entre os vencedores do concurso “ROCK IN RIO ESCOLA SOLAR”

Parabéns

 

A Escola Básica de Gavião, Distrito de Portalegre e a Escola Secundária de Arganil, Distrito de Coimbra, vão receber 15 mil euros cada para a implementação dos projectos apresentados no âmbito do Rock in Rio 2010.

Foram considerados os dois melhores projectos entre os 20 premiados que melhor conjugaram a criatividade, a inovação e a sustentabilidade, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida dos grupos específicos da comunidade local, introduzindo benefícios sociais e ambientais.

 


A realçar, que segundo o notíciado a Escola de Gavião inclusivé criou uma horta biológica, considerando que se trata de "um óptimo recurso para promover o sucesso educativo, fomentar formas cooperativas de trabalho e conduzir à formação do aluno".

 


Os factores de originalidade e inovação prenderam-se com o envolvimento das diversas instituições concelhias, a partilha inter-geracional, a valorização dos saberes dos idosos institucionalizados, o espírito de solidariedade, o aproveitamento de terrenos abandonados, o recurso a técnicas tradicionais de cultura e regadio, o aliar das novas tecnologias ao saber empírico e ancestral, a utilização e rentabilização dos recursos naturais e de energias renováveis, assim como os benefícios sociais e ambientais para a comunidade.

 

O concurso "Rock in Rio Escola Solar" recebeu 291 inscrições de 251 escolas de todos os pontos do país. O desafio que o concurso lançou às escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico e secundário foi a concepção de projectos com preocupações ambientais e de coesão social e territorial.

Os projectos deviam dar resposta a problemas concretos e pertinentes na comunidade onde a escola se insere, utilizando a criatividade e a inovação como ferramentas na resolução de problemas sociais através de soluções ambientalmente adequadas, numa perspectiva de sustentabilidade.

De referir ainda que houve 18 escolas que tiveram uma menção aos seus projectos, acima dos 50 valores percentuais. Cada uma será  premiada com 50 bilhetes para um dos dias do Rock in Rio-Lisboa 2010, 50 t-shirts, certificados de participação, um sistema fotovoltaico e um sistema solar de produção de águas quentes sanitárias.

publicado por Paulo José Matos às 00:01 | comentar | favorito
17
Jan 10
17
Jan 10

Sugestão de fim de semana... AVATAR

"With “Avatar” James Cameron has turned one man’s dream of the movies into a trippy joy ride about the end of life — our moviegoing life included — as we know it. Several decades in the dreaming and more than four years in the actual making, the movie is a song to the natural world that was largely produced with software, an Emersonian exploration of the invisible world of the spirit filled with Cameronian rock ’em, sock ’em pulpy action. Created to conquer hearts, minds, history books and box-office records, the movie — one of the most expensive in history, the jungle drums thump — is glorious and goofy and blissfully deranged.

The story behind the story, including a production budget estimated to top $230 million, and Mr. Cameron’s future-shock ambitions for the medium have already begun to settle into myth (a process partly driven by the publicity, certainly). Every filmmaker is something of a visionary, just by virtue of the medium. But Mr. Cameron, who directed the megamelodrama “Titanic” and, more notably, several of the most influential science-fiction films of the past few decades (“The Terminator,” “Aliens” and “The Abyss”), is a filmmaker whose ambitions transcend a single movie or mere stories to embrace cinema as an art, as a social experience and a shamanistic ritual, one still capable of producing the big WOW.

The scale of his new movie, which brings you into a meticulous and brilliantly colored alien world for a fast 2 hours 46 minutes, factors into that wow. Its scope is evident in an early scene on a spaceship (the year is 2154), where the passengers, including a paraplegic ex-Marine, Jake (Sam Worthington, a gruffly sensitive heartthrob), are being roused from a yearslong sleep before landing on a distant inhabited moon, Pandora. Jake is woken by an attendant floating in zero gravity, one of many such aides. As Jake himself glides through the bright cavernous space, you know you’re not in Kansas anymore, as someone soon quips (a nod to “The Wizard of Oz,” Mr. Cameron’s favorite film). You also know you’re not in the gloom of “The Matrix.”

Though it’s easy to pigeonhole Mr. Cameron as a gear head who’s more interested in cool tools (which here include 3-D), he is, with “Avatar,” also making a credible attempt to create a paradigm shift in science-fiction cinema. Since it was first released in 1999, “The Matrix,” which owes a large debt to Mr. Cameron’s own science-fiction films as well as the literary subgenre of cyberpunk, has hung heavily over both SF and action filmmaking. Most films that crib from “The Matrix” tend to borrow only its slo-mo death waltzes and leather fetishism, keeping its nihilism while ditching the intellectual inquiries. Although “Avatar” delivers a late kick to the gut that might be seen as nihilistic (and how!), it is strangely utopian.

It doesn’t take Jake long to feel the good vibes. Like Neo, the savior-hero of the “Matrix” series played by Keanu Reeves, Jake is himself an avatar because he’s both a special being and an embodiment of an idea, namely that of the hero’s journey. What initially makes Jake unusual is that he has been tapped to inhabit a part-alien, part-human body that he controls, like a puppeteer, from its head to its prehensile tail. Like the rest of the human visitors who’ve made camp on Pandora, he has signed on with a corporation that’s intent on extracting a valuable if mysterious substance from the moon called unobtainium, a great whatsit that is an emblem of humanity’s greed and folly. With his avatar, Jake will look just like one of the natives, the Na’vi, a new identity that gives the movie its plot turns and politics.

The first part of Jake’s voyage — for this is, above all, a boy’s rocking adventure, if one populated by the usual tough Cameron chicks — takes him from a wheelchair into a 10-foot, blue-skinned Na’vi body. At once familiar and pleasingly exotic, the humanoid Na’vi come with supermodel dimensions (slender hips, a miniature-apple rear); long articulated digits, the better to grip with; and the slanted eyes and twitchy ears of a cat. (The gently curved stripes that line their blue skin, the color of twilight, bring to mind the markings on mackerel tabby cats.) For Jake his avatar, which he hooks into through sensors while lying in a remote pod in a semiconscious state, is at first a giddy novelty and then a means to liberation.

Plugging into the avatar gives Jake an instant high, allowing him to run, leap and sift dirt through his toes, and freeing him from the constraints of his body. Although physically emancipated, he remains bound, contractually and existentially, to the base camp, where he works for the corporation’s top scientist, Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver, amused and amusing), even while taking orders from its head of security, Col. Miles Quaritch (Stephen Lang), a military man turned warrior for hire. A cartoon of masculinity, Quaritch strides around barking orders like some intransigent representation of American military might (or a bossy movie director). It’s a favorite Cameron type, and Mr. Lang, who until this year had long been grievously underemployed, tears into the role like a starved man gorging on steak.

Mr. Cameron lays out the fundamentals of the narrative efficiently, grabbing you at once with one eye-popping detail after another and on occasion almost losing you with some of the comically broad dialogue. He’s a masterly storyteller if a rather less nimble prose writer. (He has sole script credit: this is personal filmmaking on an industrial scale.) Some of the clunkier lines (“Yeah, who’s bad,” Jake taunts a rhinolike creature he encounters) seem to have been written to placate those members of the Michael Bay demographic who might find themselves squirming at the story’s touchier, feelier elements, its ardent environmentalism and sincere love story, all of which kick in once Jake meets Neytiri, a female Na’vi (Zoë Saldana, seen only in slinky Na’vi form).

Mr. Cameron has said that he started thinking about the alien universe that became Pandora and its galactic environs in “Avatar” back in the 1970s. He wrote a treatment in 1996, but the technologies he needed to turn his ideas into images didn’t exist until recently. New digital technologies gave him the necessary tools, including performance capture, which translates an actor’s physical movements into a computer-generated image (CGI). Until now, by far the most plausible character created in this manner has been slithery Gollum from Peter Jackson’s “Lord of the Rings” cycle. The exotic creatures in “Avatar,” which include an astonishment of undulating, flying, twitching and galloping organisms, don’t just crawl through the underbrush; they thunder and shriek, yip and hiss, pointy teeth gleaming.

The most important of these are the Na’vi, and while their movements can bring to mind old-fashioned stop-motion animation, their faces are a triumph of tech innovation, with tremors and twitches that make them immediately appealing and empathetic. By the time Neytiri ushers Jake into her world of wonders — a lush dreamscape filled with kaleidoscopic and bioluminescent flora and fauna, with pink jellyfishlike creatures that hang in the air and pleated orange flowers that snap shut like parasols — you are deep in the Na’vi-land. It’s a world that looks as if it had been created by someone who’s watched a lot of Jacques Cousteau television or, like Mr. Cameron, done a lot of diving. It’s also familiar because, like John Smith in “The New World,” Terrence Malick’s retelling of the Pocahontas story, Jake has discovered Eden.

An Eden in three dimensions, that is. In keeping with his maximalist tendencies, Mr. Cameron has shot “Avatar” in 3-D (because many theaters are not equipped to show 3-D, the movie will also be shown in the usual 2), an experiment that serves his material beautifully. This isn’t the 3-D of the 1950s or even contemporary films, those flicks that try to give you a virtual poke in the eye with flying spears. Rather Mr. Cameron uses 3-D to amplify the immersive experience of spectacle cinema. Instead of bringing you into the movie with the customary tricks, with a widescreen or even Imax image filled with sweeping landscapes and big action, he uses 3-D seemingly to close the space between the audience and the screen. He brings the movie to you.

After a few minutes the novelty of people and objects hovering above the row in front of you wears off, and you tend not to notice the 3-D, which speaks to the subtlety of its use and potential future applications. Mr. Cameron might like to play with high-tech gadgets, but he’s an old-fashioned filmmaker at heart, and he wants us to get as lost in his fictional paradise as Jake eventually does. On the face of it there might seem something absurd about a movie that asks you to thrill to a natural world made almost entirely out of zeroes and ones (and that feeds you an anticorporate line in a corporately financed entertainment). But one of the pleasures of the movies is that they transport us, as Neytiri does with Jake, into imaginary realms, into Eden and over the rainbow to Oz.

If the story of a paradise found and potentially lost feels resonant, it’s because “Avatar” is as much about our Earth as the universe that Mr. Cameron has invented. But the movie’s truer meaning is in the audacity of its filmmaking.

Few films return us to the lost world of our first cinematic experiences, to that magical moment when movies really were bigger than life (instead of iPhone size), if only because we were children. Movies rarely carry us away, few even try. They entertain and instruct and sometimes enlighten. Some attempt to overwhelm us, but their efforts are usually a matter of volume. What’s often missing is awe, something Mr. Cameron has, after an absence from Hollywood, returned to the screen with a vengeance. He hasn’t changed cinema, but with blue people and pink blooms he has confirmed its wonder.

“Avatar” is rated PG-13 (Parents strongly cautioned). Gun and explosive violence, death and despair.

AVATAR

Opens on Friday nationwide.

Written and directed by James Cameron; director of photography, Mauro Fiore; edited by Mr. Cameron, John Refoua and Stephen Rivkin; music by James Horner; visual effects supervisor, Joe Letteri; production designers, Parker Selfridge, and Robert Stromberg; produced by Mr. Cameron and Jon Landau; released by 20th Century Fox. Running time: 2 hours 46 minutes.

WITH: Sam Worthington (Jake Sully), Zoë Saldana (Neytiri), Sigourney Weaver (Dr. Grace Augustine), Stephen Lang (Col. Miles Quaritch), Michelle Rodriguez (Trudy Chacon), Giovanni Ribisi (Parker Selfridge), Joel David Moore (Norm), C C H Pounder (Mo’at), Wes Studi (Eytukan) and Laz Alonso (Tsu’Tey).

 

The New  York Times

By MANOHLA DARGIS

 

 

 

 

Os melhores cumprimentos

publicado por Paulo José Matos às 12:00 | comentar | favorito
15
Jan 10
15
Jan 10

Indíce de envelhecimento destaca Gavião entre os primeiros!

Caros

 

Fui alertado pelo meu bom amigo Filipe Tibúrcio (companheiro de muitas lutas), para um indicador estatístico (negativo) que colocava Gavião no top.

 

Eu conhecia o indicador, mas em boa verdade nunca tinha reflectido sobre a sua gravidade.

 

Decidi então efectuar uma pesquisa profunda (ainda que aqui no blog seja suavizada) para poder colocar à vossa análise.

  • Definição do indicador (INE): Relação entre a população idosa e a população jovem,  pelo quociente entre o número de pessoas com 65 ou mais anos e o número de pessoas com idades compreendidas entre os  0 e os 14 anos (expressa habitualmente por 100 (10^2) pessoas dos 0 aos 14 anos).

O indicador acima apresentado conduz à análise de vários problemas  genéricos do envelhecimento da população:

  • Impacto nos sistemas de segurança social
  • Impacto nos sistemas de saúde
  • Cuidados sociais de longa duração
  • Desigualdades

A pesquisa foi cheia de surpresas, pois verifiquei que o primeiro roteiro protagonizado pelo nosso actual presidente da república em 2006, estava focado neste indicador!

 

 

 

Está disponível no sítio do presidente um pequeno estudo com curiosos dados!

 

fazer download carregando aqui

 

 

 

 Mas não obstante, divulgo aqui os últimos dados actualizados.


Efectuar download de dados actualizados para 2008 pelo INE em Setembro de 2009

 

 

Portugal 115,50 Índice de envelhecimento (N.º) por Local de residência; Anual
Período de referência dos dados 2008
N.º 
Vila Velha de Ródão 553,90 1
Penamacor 544,10 2
Alcoutim 532,80 3
Oleiros 508 4
Idanha-a-Nova 478,70 5
Pampilhosa da Serra 452,80 6
Gavião 442,50 7
Sabugal 423,40 8
Vinhais 398,50 9
Mação 386,60 10
Melgaço 379 11
Vimioso 374,90 12
Nisa 363,10 13
Mértola 347,20 14
Marvão 328,40 15
Monchique 327,30 16
Torre de Moncorvo 322,70 17
Almeida 320,30 18
Pedrógão Grande 306,60 19
Proença-a-Nova 306,30 20
Miranda do Douro 302,90 21
Crato 300,80 22
Mora 300,40 23
Arronches 295,60 24
Ourique 294,60 25

 

 Conclusões:

  • Gavião não está nada bem, pois o índice é 443 idosos por cada 100 jovens, um péssimo sétimo lugar a nível nacional.
  • Nos concelhos limitrofes de Gavião a situação tambem é muito constrangedora: Crato (22º), Mação (10º)  e Nisa (14º).

 

Ordenando pela região (definida segundo INE) com pior resultado: 

  • Pinhal Interior Sul    292,80

Mação    386,60

Oleiros    508
Proença-a-Nova    306,30
Sertã    210,90
Vila de Rei    288

 

  • Beira Interior Sul    235,70

 

Castelo Branco    176,30
Idanha-a-Nova    478,70
Penamacor    544,10
Vila Velha de Ródão    553,90
Cova da Beira    182,10

  • Beira Interior Norte    217

Almeida    320,30
Celorico da Beira    216,80
Figueira de Castelo Rodrigo    282,20
Guarda    144,40
Manteigas    188,30
Meda    294,50
Pinhel    275,30
Sabugal    423,40
Trancoso    225,50
 

  • Alto Trás-os-Montes    215,80

Alfândega da Fé    268,90
Boticas    282,40
Bragança    164,30
Chaves    182
Macedo de Cavaleiros    212
Miranda do Douro    302,90
Mirandela    181,70
Mogadouro    286,20
Montalegre    282,40
Murça    191
Valpaços    259,90
Vila Pouca de Aguiar    193,10
Vimioso    374,90
Vinhais    398,50

 

  • Serra da Estrela    215,40

Fornos de Algodres    228,90
Gouveia    274,50
Seia    182,80

 

  • Alto Alentejo    208,40

Alter do Chão    270
Arronches    295,60
Avis    260,50
Campo Maior    144,10
Castelo de Vide    235,10
Crato    300,80
Elvas    149,50
Fronteira    204,30
Gavião    442,50
Marvão    328,40
Monforte    197,50
Mora    300,40
Nisa    363,10
Ponte de Sor    189,10
Portalegre    176,10

 

Nota: Foram assinalados os concelhos com índice superiores a 350.

 

Os números não mentem, e Gavião na região de Portalegre é o pior concelho, distanciando-se de Nisa pela diferença de quase 100 idosos!

 

Todos os partidos políticos tem à disposição do público, artigos onde são expressas várias  opiniões muitas vezes semelhantes no conteúdo variando apenas na forma, pois cada autor tem a sua forma própria de escrever e segundo a idiologia própria.

 

Vejamos o caso presente na edição Nº 1875  (05-11-2009) do Jornal Avante - Partido Comunista Português, em que Anselmo Dias começa por demonstrar o mau resultado do índice pelo lado da natalidade, pois alude ao desgaste que a sociedade  actual  inflige mais preocupada com a submissão laboral. É pois um texto claro que vou remeter.

 

 

"(...) foi no ano após a conquista da liberdade (1975) que ocorreu o maior aumento da natalidade do século XX - 179 648 nado-vivos, valor que, até hoje, nunca mais foi ultrapassado. Hoje em dia, não há, como havia na década de sessenta, o perigo da guerra colonial, mas há o perigo de as nossas crianças nascerem numa sociedade formatada aos recibos verdes, à precariedade, ao generalizado salário médio dos 500 euros, ou seja, às condições predominantes impostas à geração com maior potencial para fomentar a natalidade.
Com tal salário, com tal abono de família - meramente simbólico - com um gritante défice em creches, com as dificuldades de acesso a casas dimensionadas a uma família com filhos, com os problemas que todos conhecem da inadequação dos horários de trabalho ao acompanhamento familiar, com as dificuldades na mobilidade e com os grosseiros erros no urbanismo, por tudo isto não é de estranhar que, em 2009, venhamos a ter um número de nascimentos inferior aos dados reportados aos últimos 100 anos.

No plano demográfico assiste-se, presentemente, a vários fenómenos, dos quais salientamos dois:


Um, positivo, resultante do aumento da longevidade, o que não deixa de constituir uma importante conquista civilizacional;
Um outro, negativo, resultante da baixa taxa de natalidade.
Correlacionando estas duas variáveis chega-se a uma conclusão muito complicada, ou seja, ao aumento do índice de envelhecimento da população.


Este índice é uma relação, calculada pela divisão do número de pessoas com 65 e mais anos, pelo número de crianças e jovens com menos de 15 anos. Quanto mais elevado for o resultado dessa divisão mais elevado é o índice de envelhecimento. Convém repetir que tal resultado emana de uma relação, pelo que não é correcto afirmar que o índice de envelhecimento resulta apenas, e só, do número de idosos.


Aliás, é possível haver muitos idosos numa sociedade com um baixo índice de envelhecimento. Para tanto basta haver uma elevada taxa de natalidade que neutralize o crescente número de idosos.


(...) Mercê do facto de não haver uma renovação de gerações assiste-se a uma dramática realidade, que é a seguinte: cerca de 82% dos concelhos têm uma população idosa superior ao número de crianças e jovens com menos de 15 anos.

 

As situações mais gravosas, em termos relativos, dizem respeito a pequenos concelhos do interior do País.
Há casos em que o número de idosos triplica o número de jovens, como são os seguintes exemplos:
No distrito de Castelo Branco: Vila Velha de Ródão, Penamacor, Oleiros, Idanha-a-Nova e Proença-a-Nova;
No distrito de Bragança: Vinhais, Vimioso, Torres de Moncorvo e Miranda do Douro;
No distrito de Portalegre: Gavião, Nisa, Marvão e Crato;
No distrito da Guarda: Sabugal e Almeida;
No distrito de Faro: Alcoutim e Monchique
Acrescem, ainda, os seguintes concelhos: Pampilhosa da Serra, Mação, Melgaço, Mértola, Pedrogão Grande e Mora.

 

Em termos absolutos as maiores concentrações de idosos localizam-se- obviamente, nos concelhos mais populosos de que se destacam: Lisboa, com 118 576 idosos, Sintra com 60 872, Vila Nova de Gaia, com 46 440, Porto, com 44 654, Cascais, com 31 791, Oeiras, com 30 774, Almada, com 30 623, Loures, com 30 286 e Amadora, com 30 068 idosos.

 

Correlacionando as duas listagens atrás referidas é fácil concluir que há duas situações distintas:
Por um lado, tendo em atenção os valores percentuais, o índice de envelhecimento é mais elevado nos pequenos concelhos do interior do país, designadamente em Trás-os- Montes, Beira Interior e Alentejo, ou seja, nas regiões que fazem fronteira com a Espanha;
Por outro lado, tendo em atenção os valores absolutos, o maior número de idosos está localizado nos grandes centros urbanos dos distritos de Lisboa e Porto, a que se junta Almada, no distrito de Setúbal.


No plano da acção politica não há que ter, a este respeito, uma postura redutora. Num e noutro casos há que pugnar pela melhoria qualitativa e quantitativa dos lares, centros de dia e de convívio, a par da exigência que o serviço nacional de saúde tenha um corpo médico adequado às patologias próprias dos idosos, ou seja, a especialidade de geriatria.


Esta preocupação tanto é oportuna no concelho com o índice mais elevado de envelhecimento do país que é Vila Velha de Ródão onde, em 2008, residiam 1263 cidadãos com 65 e mais anos, como em Lisboa, onde residiam 118 576 idosos.

 

  •  Concelhos com menor índice de envelhecimento

Em Portugal não há nenhum concelho onde a população jovem, com idade inferior aos 15 anos, represente mais de ¼ da respectiva população.

 

A maior percentagem de jovens localiza-se nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, a que se seguem os distritos do Porto e de Braga.


Em termos relativos, os concelhos com mais crianças e jovens são, por ordem decrescente: Ribeira Grande, Câmara de Lobos, Lagoa (Açores), Santa Cruz, Vila Franca do Campo e Ponta Delgada. Como se vê estamos a falar de concelhos localizados nos Açores e na Madeira.


Imediatamente a seguir surgem, no distrito do Porto, Lousada e Paços de Ferreira.
Em termos absolutos, o maior número de crianças e jovens localiza-se nos concelhos mais populosos, com especial destaque para duas situações muito particulares:


o concelho de Sintra, onde residiam 80 233 crianças, número que supera, de longe, o concelho de Lisboa, com 68 841;


o concelho de Vila Nova de Gaia, onde residiam 49 714 crianças, número que supera, de longe, o concelho do Porto, com 28 103.

 

Conclusão


A questão da natalidade é, antes de tudo e em primeiro lugar, uma opção livre de cada um dos casais portugueses. Mas é, também, por razões estratégicas, uma opção politica, ou seja, o País não pode estar condenado, no futuro, a ver reduzida a sua população e a vê-la mais envelhecida por um conjunto de factores impeditivos da renovação de gerações.


O País não pode assistir à desertificação de uma parte significativa do território nacional de tal forma que, a seguir a aldeias fantasmas, sejamos, a médio prazo, confrontados com concelhos abandonados e circunscritos, unicamente, àquilo que restou do edificado histórico.


Cabe ao Estado criar as condições materiais para que todos aqueles que desejam ter filhos, bem como àqueles que já os tendo desejam aumentar a sua prole, o façam."

 

 Espero que tenha conseguido despertar a vossa atenção, assim como a minha foi despertada.

 

Esta situação é muito constrangedora, e as medidas para melhorar são muitas, mas a falta de vontade muitas vezes parte do nosso desconhecimento, do caminho que estamos a percorrer...

 

Os melhores cumprimentos

publicado por Paulo José Matos às 00:01 | comentar | ver comentários (2) | favorito
13
Jan 10
13
Jan 10

Novo Blog - Jugo dos Indignos por Filipe Tibúrcio

Amigos,

 

Depois do artigo  "O dar valor à cultura!", em que considerei que destaquei Luís Viera como o cidadão que mais valor deu à cultura Gavionense através de um blog:

 

http://terrasdecomenda.blogspot.com/

 

 eis que,  surge mais um rasgo de luz brilhante, com uma inusitada  capacidade de escrita, compõe-se cada vez melhor o espaço livre de opinião que a internet proporciona!

  

_Jugo dos Indignos_

http://corrosivaportugalidade.blogspot.com/

 

Será certamente um blog com emoção, vivacidade e acima de tudo é mais um exemplo de quem dá a cara, pois está claramente identificado - pertence ao meu bom amigo Filipe Tibúrcio.

 

O maior sucesso é o meu desejo!

 

Os melhores cumprimentos

Paulo Matos

publicado por Paulo José Matos às 20:13 | comentar | favorito