Mafra – Congresso Nacional PSD XXXII

 

 

 

Mafra, 13 e 14 de Março de 2010

Congresso Nacional PSD XXXII

 

 

 

  • Dr. Pedro Santana Lopes

Foi um discurso inflamado e fortemente aplaudido, agindo como se fosse o actual líder do partido; eis a primeira intervenção do Dr. Pedro Santana Lopes

 

A primeira parte do discurso foi dita num tom calmo, mas no qual se destacou uma expressão muito peculiar, e que atesta com todo o relevo do paradigma actual “O drama de Sócrates é ele mesmo!”.

 

A segunda parte transformou-se em apoteótica pondo o dedo na ferida em muitos aspectos da governação actual: Foi lhes dado tempo demais (Sócrates e Constâncio). Construíram um pessoal poder. Almunia já devia ter sido demitido!

 

Alguém que não se lembre da licenciatura ao domingo (…) indigna, as pessoas poderem ser enlameadas sem que o sistema de justiça as possa defender. Mas não pode haver dois pesos e duas medidas. Quando o PSD está no governo a magistratura não encobre estas situações, quando é o PS, olha para o lado.

 

Um primeiro-ministro não pode viver sob suspeita. Ou se demite ou exige um esclarecimento cabal da situação.

 

Sempre que há suspeitas sobre um autarca, fazem-se leis para que não possam concorrer, e os outros? Os mais altos governantes do país, em que ponto ficam?

 

É urgente extinguir cargos de governador civil. As pessoas devem eleger o seu deputado através de ciclos uninominais.

 

Temos de saber quem somos. O PPD-PSD não pode ser uma Maria vai com as outras.

 

Nós temos de ter o espaço político centro-direita, franjas do centro esquerda. Quem tiver a liderança terá de a gerir com pulso forte e isto não é falta de democraticidade.

 

Andamos tristes com o futuro dos filhos, netos (quem os tem).

 

 

 

 

 

  • Alberto João Jardim

O Partido Social Democrata não é de esquerda nem de direita. Não se funda na luta de classes. Não é de direita, porque queremos mudar o conservadorismo da instituição política que não tem olhos para os problemas das pessoas.

 

Recusa a tecnocracia. Somos um partido do centro porque recusamos a estagnação da sociedade e o hipotrofismo da política.

 

A própria constituição proíbe o referendo das suas próprias leis. O partido é do povo e a soberania é do povo. O PSD deve procurar um novo sistema eleitoral nacional.

 

O PSD tem de aceitar mais as candidaturas da sociedade.

 

O PSD tem de liderar a regionalização administrativa do continente. E apoiar a parlamentarização do poder local.

 

Olho para a criação do emprego – eu fui um keynesiano, acredito no investimento sustentado. Analiso quais as necessidades de resposta tendo em vista as Pessoas.

 

Basta de quotas e percentagens da educação, o PSD tem de apostar na disciplina escolar e a moralidade.

 

Política externa – deve manter-se prioritária a ligação estratégica NATO (OTAN) – União Europeia.

 

O PSD face a um Tratado Europeu que se alastra até à Rússia e Turquia, deve manter-se ainda confiante.

 

 

 

 

 

  • Luís Marques Mendes

Obrigado aos serviços da nossa líder (Dra. Manuela Ferreira Leite), que tão bem prestou. Uma palavra especial para a Madeira. Cumprimento para os 4 candidatos do partido.

 

Estou fora da política activa, e tenho evitado fazer comentários sobre o partido. Mas vim aqui hoje, porque não abandono o meu partido, nem a minha ideologia!

 

O PSD não acaba nem acabará, mais cedo que se imagina o PSD vai fazer algo de muito importante por Portugal.

 

Não se sabe quem vai ganhar a eleição. O líder que vier a ser eleito tem de ter condições, o líder não pode ser minado, destruído… exige-se que seja magnami e respeito. Um mínimo de lealdade e respeito pelas bases do partido.

 

Um partido sem unidade cá dentro, não é respeitado lá fora, como é que vocês querem governar se não se entendem lá dentro (voz do povo). Já chega de congeminar um novo líder logo após a eleição de um. Chega de tricas, não servem o país, só servem o Sócrates.

 

O país está sob vigilância internacional.

 

As instituições perdem todos os dias o respeito dos cidadãos. Vivemos numa época de fim de regime, uma encruzilhada económico-social.

 

Não podemos perder tempo com questões internas quando temos o mundo lá fora no Estado de Sítio.

 

Ao viabilizar o Orçamento de Estado, o PSD teve o comportamento estável.

 

Mas deve-se distanciar das medidas irresponsáveis.

 

Não gosto de blocos centrais, sejam eles políticos ou de interesses.

 

Se a convergência por compromisso é feita por questões de interesse nacional, temos de ressalvar as diferenças de como seria se fossemos nós a liderar Portugal. Os diagnósticos estão todos feitos.

 

Olhe-se para a proeza negativa, de todos os anos, Portugal a divergir da média comunitária. Temos de pensar em GRANDE.

 

Uma nova política económica exige uma aposta no investimento privado, pequenos negócios e não megalómanos.

 

Libertar as empresas que estão sob domínio do Estado. Acabar com sovietização da economia como aconteceu em 2009, distribuir dinheiro a eito às empresas, pois não sustêm o emprego, nem as falências, só se promove o compadrio.

 

Há que ter a coragem de dizer, o mercado exibiu a ganância e propensão. Queremos menos patrão e mais fiscalizador. O mercado está para economia como a Política está para a Democracia, não há alternativa melhor.

 

O Eng. Sócrates faz política sem escrúpulos, o Estado que controla, o Estado que faz chantagens, é na imprensa, é na economia… o objectivo é construir um Estado acima de toda a suspeita, separando o que é público do que privado.

 

Não podemos fazer o mesmo quando formos poder, pois seria só trocar os favores rosas por laranjas. Higiene Política, é por isso que nos devemos empenhar.

 

Há magistrados que falam demais, vedetismo público. É preciso simplificar a justiça, hoje existe uma justiça para ricos e outra para pobres.

 

Temos de chegar ao poder pelo nosso mérito e não pelo demérito alheio.

 

Para depressão já chega o governo que temos à frente de Portugal.

 

Portugal tem solução, Portugal não vai acabar.

 

 

 

 

 

 

  • Castanheira Barros

Devemos fomentar um emprego sustentável e verde. Não podemos aceitar o emprego de indústria poluidora. Temos de promover o turismo sustentável.

 

Os TSD devem abrir as portas aos profissionais liberais.

 

 

 

 

 

 

  • Paulo Rangel

O que é necessário, é servir o país, é estar acima dos interesses pessoais.

 

Gente boa do nosso partido aqui, olhando para esta sala, vendo potencial desta sala, tem de se falar forte, falar claro, marcar a diferença, chegou a hora da ruptura.

 

Recusar uma aliança socialista. Rejeitar o bloco central e a incapacidade de fazer reformas. Cavaco instalou o pluralismo.

 

Chegou a hora de ruptura.

 

Afastar a teia socialista da área da governação, o PSD tem de afirmar a sua independência dos interesses económicos e financeiros. Distanciar-se do Política mente correcto, dizendo verdade. É necessário dar outra imagem a quem quer dar outra imagem aos intervenientes políticos.

 

Portugal está numa situação de bloqueio, e o bloqueio é Sócrates.

 

O PS diz que é um país mais social, mas temos um país com mais diferenças sociais.

 

Desviou fundos das regiões mais pobres para a região mais rica (Lisboa).  Só gastou 9% do QREN, e o resto?

 

Ao contrário do que foi anunciado pelo PS, este é incapaz de fazer reformas… já caiu o mito do reformismo.

 

Tudo isto foi feito usando a propaganda, valendo-se da demagogia, do estilo de Hugo Chávez (…) o poder está tão personalizado em José Sócrates, que ele é hoje a imagem do bloqueio.

 

É um controlo dirigista da sociedade, confusão dos interesses públicos e privados. Não nos podemos resignar.

 

Sem medo das palavras, e usando-as todas:

-Precisamos de uma DESSOCRATIZAÇÃO.

 

Nada impede que Portugal seja um país mais próspero e mais justo.

 

Só há um partido capaz de pegar nesta onda de desalento, e transforma-la em garra… em RAÇA.

 

A larga maioria dos portugueses é gente boa, precisa de uma luz ao fundo do túnel.

 

Apelar os portugueses a rebaque.

 

Adiando todos os elefantes brancos do regime e não só os que não ficam numa certa região (Lisboa e Vale do Tejo).

 

Promover o equilíbrio territorial.

 

Credibilizar a justiça, inclusivé com uma revisão constitucional (1º reforma a fazer).

 

Vim aqui num acto simplesmente individual. Cada militante é individual e somos donos de nós próprios. Não há barões, nem presidentes (…)

 

 

 

 

 

  • José Pedro Aguiar Branco

 

Viabilizar o orçamento foi uma questão de respeito e exigência.

 

Eis um governo que se esconde na chantagem para governar, como foi o caso da lei das finanças regionais. É verdade que nós tínhamos razão no que dizíamos da asfixia democrática, verdade antes do tempo, é bem verdade (antes da divulgação das desculpas).

 

Aderi ao PSD em 1974 pois é o partido que melhor reflecte o país.

 

Em 35 anos o mundo mudou, o país mudou. É preciso ouvir todos os militantes. É preciso devolver o partido aos portugueses.

 

Insistir nas grandes obras públicas, não resolve nada a curto prazo.

 

Portugal nunca será a Finlândia, nunca será a Irlanda, o desenvolvimento nunca será cópia de outro qualquer modelo de desenvolvimento.

 

Portugal terá de ter novas apostas, de um novo paradigma económico, passando obrigatoriamente pelo 3º sector, para as necessidades sociais, a social-democracia que dá primazia às pessoas, às classes trabalhadoras, aos médicos, aos enfermeiros, aos professores (…)

 

É urgente acabar com a promiscuidade entre o privado e o público.

 

O futuro é a geração Erasmos, que neste momento apenas vagueia entre as fileiras dos centros de emprego.

 

O PSD é o partido das comunidades. Abraçar e avançar para a regionalização.

 

O PSD que debata com vivacidade estes temas neste tipo de salas, mas ao sair aquela porta terá de ser como uno.

 

 

 

 

 

 

 

  • Pedro Passos Coelho

Respeito o caminho que cada um quer seguir. A Dra. Manuela Ferreira leite seguiu as suas convicções e por isso soube servir o PSD.

 

Passei anos na JSD, e fui para o parlamento. Após 8 anos de parlamento fui tratar da minha vida (1999). Não queria ficar empregado da política. Nunca fui funcionário da política. Nunca ninguém na política me deu emprego.  

 

Não sou rico, nem tenho heranças mas trabalho para o meu sustento.

 

Não me candidato contra ninguém, até nem sabia com quem ia disputar a liderança do partido, fui o primeiro candidato.

 

É possível perceber como em 15 anos os fundos estruturais que foram colocados à nossa disposição criaram mais injustiça social.

 

Não foi só o Eng. Sócrates, mesmo que o PS substituísse os problemas não acabavam.

 

O PS distribuiu o que tinha e o que não tinha. Nós vamos ter de pagar, bem como os nossos filhos porque durante 15 anos foi distribuído o que Portugal não tinha.

 

Hoje temos uma mancha de pobreza. Não foi nenhum governo do PSD que tornou um povo a mando das prestações sociais, não foi nenhum governo do PSD que deixou um legado de mais assimetrias regionais.

 

Há povo, que vive do subsídio porque não teve a oportunidade em tempo devido.

 

Mas parte desse povo tem tantos subsídios que vive melhor que alguém que trabalhe.

 

Vamos fazer a diferença para aqueles que trabalham.

 

Organize-se trabalho em entidades de carácter social para os que recebem subsídios possam servir a sociedade e com isso dar o seu contributo.

 

Quem estava à frente dos serviços de supervisão falhou, e como resultado foi promovido a vice-presidente do BCE (Dr. Vítor Constâncio)! E o governo não se preocupou com isto, mas os portugueses é que pagaram.

 

Se a justiça não funciona, porque é que o Procurador da República não actuou. O que estamos à espera para propor a sua substituição?

 

Se andamos preocupados com o nosso futuro, não podemos deixar de pôr as coisas em pratos limpos e deixar que a pobreza continue.

 

Se o Orçamento de Estado não serve ao país, para quê o PSD aprová-lo?

 

Se o PS não soubesse que o PSD o leva ao colo, talvez o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) fosse outro.

 

 

Hino Nacional - Fecho Congresso Nacional PSD XXXII

 

Grande Vencedor - Dr. Paulo Rangel

 

Uma pequena parte da representação de Castelo Branco e Portalegre

 

Em missão de aprendizagem... mas o "repórter" de serviço!

 

 

publicado por Paulo José Matos às 01:31 | comentar | favorito