A solidão de muitas pessoas causa-me muita pena e revolta interior

A nossa humanidade é algo doce mas que tem de ser todos os dias cultivada.

 

Devemos amar o próximo como a nós.

 

Quem me dera ter o poder para poder estar na alçada da porta e falar aquela doce avó, que mais não está, senão a ver o tempo a passar de forma soalheira, tempos e tempos sem fim, sem uma voz amiga.

 

Gostaria de ter todo o tempo do mundo para acabar com a pobreza, não me estou só a dirigir financeiramente, antes à pobreza de não ter mais ninguém que acompanhe a pessoa nos seus ternos e últimos dias.

 

A solidão de muitas pessoas causa-me muita pena e revolta interior. Gostaria de me revoltar com o estado das coisas, mimar todas as pessoas que são originalmente (de inicio dos tempos, das suas vidas) bondosas. O reconhecimento da bondade na velhice tem de ser algo acompanhado, partilhado e encorajado.

 

Quem me dera ter à mão as ferramentas para conseguir um acompanhamento a muitas pessoas, quem me dera ter o poder de fazer feliz a(o) idosa(o) que mora numa casa singela,  que no inverno deixa passar gotas de água por entre as telhas, acomodadas por um alguidar, remédio temporário dos males exteriores.

 

Quero ter o poder para chegar as pessoas e fazer bem, faço-o com a minha abertura a falar com muitas, mas não chega.

 

Quero mais, quero muito mais, quero que todos os idosos tenham a velhice enternecida que imagino para mim.

 

Quero que tenham aquilo que eu quero para mim, amor, carinho e compreensão!

 

É uma dor não ter o poder que me ajude a tornar o sonho de um mundo mais justo uma realidade!

 

Dói, dói imenso ver dinheiro público ser distribuído por quem não precisa, quando há tantos exemplos de necessidade, basta sair a pé de nossas casas... da nossa zona de conforto.

 

Sou o vosso servo, sou a pessoa que vós quer servir.

 

É tempo de reflectir!

 


publicado por Paulo José Matos às 12:01 | comentar | favorito