Intervenção enquanto vereador do executivo municipal

Caros leitores,

 

As actas de tão resumidas que estão (ou censuradas, conforme a sensibilidade  de quem as lê), deixam muitas vezes de corresponder à verdade que um qualquer gravador podia evidenciar.

 

Eu próprio, em reunião também já aludi à sua existência de tal gravador, com o único objectivo de desmistificar alusões préconcebidas e cada um pudesse ouvir e daí interpretar.

 

Por este motivos, e pelo facto de não ser possível retirar a minha intervenção no sitio oficial da CMGavião, reservo-me sempre o direito de colocar aqui a parte das minhas intervenções que está programada.

 

 

 

Gavião, 21 de Julho de 2010

 

Considero que é através das minhas ideias neste espaço, que contribuo para o abrir de novas perspectivas nas decisões que município pode eventualmente tomar. Assim sendo coloco-vos três pequenos considerandos.

 

1 - Verifica-se que a norma protocolar praticada nos eventos organizados pelo executivo municipal, salvo raras excepções não promove a saudável diversidade de ideologias políticas, nomeadamente procurando integrar nas actividades os vários membros eleitos do município. Não pode ser considerado supérfluo, convidar formalmente todo o executivo camarário e os deputados da assembleia municipal, e digo isto de forma particularmente desagradada, dado que no último sábado foi efectivamente co-organizada uma homenagem a um ilustre político – Mousinho da Silveira. Verifica-se pois o caricato e contraditório que é homenagear um político, mas não convidar os eleitos do concelho para esse momento.

 

2 - É minha opinião política, que a Feira de Artesanato e Gastronomia de Gavião estava este ano mais pobre em vários sentidos, não porque tivesse menos um dia dada vicissitude financeira implementada e com a qual concordo plenamente, tal como indiquei neste próprio localmas porque faltou a inovação de outros tempos. No entanto, dou nota positiva à coragem política de colocar a banda insurgente Taguilla como cabeça de cartaz num dos dias. A ausência de inovação que me referia atrás, prende-se com a inexistência de insufláveis e animadores à disposição das crianças (exemplos: pinturas faciais, etc.), a representação autónoma das juntas de freguesia em espaço próprio, e outras instituições de relevo do município. Aos próprios promotores presentes (artesãos e empresas) efectuar-se-ia a construção de um micro palco para se organizar pequenos workshops e divulgações com layoutmais cuidado e até educativo (Exemplos: aula de trabalho em barro, apresentação de livros, etc.). Por último, questiono se neste formato de 3 dias não fará sentido estender o período da feira para a tarde durante o fim de semana, dado que actualmente está resumido ao período nocturno. Proporcionava-se assim tempo para os visitantes poderem percorrer de forma mais calma e descontraída toda exposição. Saliento ainda que as ideias que aqui refiro não são incompatíveis com a restrição orçamental auto-imposta.

 

3 - Vejo-me mais uma vez a reconhecer o excelente trabalho do município e seus funcionários, no desenvolvimento das capacidades de natação ao nível de toda a comunidade, em particular os jovens. No entanto, e reconhecendo o direito a férias que todos os funcionários devem gozar de pleno direito, deveria ser encontrada uma alternativa que permitisse que o tanque de aprendizagem estivesse disponível durante o mês de Agosto. Com esta acção, estaríamos a proporcionar a continuidade da prática do desporto jovem, durante o período das férias escolares, e a proporcionar uma alternativa de lazer a todos os turistas que acorrem ao município também neste período.

 

Tenho dito.

Paulo José Matos

 

publicado por Paulo José Matos às 12:12 | comentar | favorito