27
Nov 10
27
Nov 10

Congresso da JSD... em Grande!

 Coimbra, XXI Congresso Nacional da JSD

Caros,

 

Foi numa sexta-feira, que mais uma vez me fiz à estrada para corresponder à minha actividade política totalmente voluntária, e não remunerada.

1º - Apesar de sair às 19 horas de Lisboa, fui ao Gavião dar o meu contributo para as Eleições Distritais de Portalegre, na qual faço parte integrante.  

2º - Deslocar-me para Coimbra para poder participar no grande congresso que é o da Juventude Social Democrata, maior juventude partidária de Portugal com mais de 40.000 militantes.

 

São pequenos gestos como estes de boa vontade, que podem fazer a diferença, é por isso que continuo a acreditar.

 

Lisboa - Gavião - 172 KM

 

Gavião - Coimbra - 170 KM

publicado por Paulo José Matos às 14:00 | comentar | favorito
24
Nov 10
24
Nov 10

Greve Geral 24 Novembro 2010

Amigos, hoje foi com alegria que percorri a pé mais de 7 km para ir trabalhar e voltar para casa.

(Só para terem uma pequena ideia o percurso é semelhante a ir de Gavião a Degracia, e depois voltar)

Hoje foi dia de greve geral!

 

Em todo o caminho, a lembrança que me surgia era nada mais, nada menos, que as histórias de sacrifícios que os meus avos fizeram no tempo deles, e as dificuldades com que passaram: principalmente a fome, os kms a pé por dia sob um sol abrasador, com uma foice ou um enxadão na mão, e no final do dia uma tuta e meia de recompensa. Foi com essa força enorme que me mantive alegre todo o dia.

 

Felizmente, e pensado exclusivamente numa perspectiva pessoal não tenho motivos para aderir à greve, confirmo que estou numa boa empresa, ainda que trabalhe mais de 50 horas por semana, recebo o correspondente a esse sacrifício pessoal. No entanto, e caso também a minha profissão o permitisse, mais não fosse, que por um motivo puramente solidário com quem está sob pressão laboral, e quem sabe na inevitabilidade de um despedimento, que destrói toda e qualquer esperança de uma estabilidade familiar, e por consequente qualidade de vida de uma qualquer pessoa, teria feito greve.

 

Estou perfeitamente solidário, com os motivos da greve, isto é, considero que estão sendo roubados direitos laborais, e o mais grave é que isto só acontece porque a Portugal se mantêm um clima numa clima de insustentabilidade financeira, e mantém, também derivado da continuada insistência em projectos megalómanos como é o TGV?

 

Como sabem, sou contra benefícios adquiridos, mais conhecidos como subsídios para objectivos puramente lúdicos ao nível organizações e que considero um autêntico desperdício à nossa sociedade, dado que os impostos, pagamos todos nós. Mas como defensor acérrimo de que a dignidade humana se faz pela honra do trabalho, o trabalho honesto e empenhado, não posso deixar de manifestar a minha revolta contra o atentado que se está a praticar na sociedade portuguesa, e que resulta de um governação claramente negligente por parte do Partido Socialista.

 

 

 

É também com agrado que vejo isso representado nos cartazes e panfletos distribuídos pelas duas centrais sindicais, durante a manif da UGT e a CGTP.

 

Refiro que a titulo de curiosidade João Proença líder a da UGT é um dos históricos do Partido Socialista, e se ele permite este tipo de documentação de propaganda é porque também ele quer outro governo (aliás como defendeu há bem pouco tempo http://www.publico.pt/Economia/joao-proenca-defende-remodelacao-governamental_1464159 )

 

 

 


 

Gavião, pelo que soube oralmente e depois pelas noticias do DN (http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1719025 ), esteve em força máxima na greve geral, os dirigentes do STAL locais estão de parabéns, e não digo isto hoje, porque parece bem, já o disse anteriormente na forma pessoal, por outras situações.

 

Relembro que conseguir mobilizar trabalhadores numa região com um hemorragia tão grande ao nível do emprego, fazendo-as perder um dia de salário é algo que demonstra sacrifício em prol de uma causa, uma maturação ao nível do pensamento, em particular no tipo de sociedade que queremos para o futuro.

publicado por Paulo José Matos às 23:00 | comentar | ver comentários (1) | favorito
23
Nov 10
23
Nov 10

Feriado Municipal em Gavião

Ocorreu hoje, a comemoração do Feriado Municipal de Gavião na Freguesia de Margem, uma atitude descentralizadora, por isso parabéns.

 

Mas o discurso do Exmo. Sr. Presd. Jorge Martins, foi mais um discurso à Governo Socialista, isto é, cego da realidade (como o ministro iraquiano a dizer que as tropas da aliança estavam muito longe de Bagdad quando pelo seu ombro direito, via-se claramente a invasão)

onde se elogia-se um homem com atitude puramente reformista e perseguido por tal (“As minhas leis valem mais que muitos homens!”), como foi Mouzinho da Silveira, mas de reformas faladas e quanto mais executadas está o concelho de Gavião desesperante. Nalguns momentos, fez-me lembrar o Primeiro-ministro José Sócrates, quando até há pouco tempo, dizia que as contas estavam controladas, e viu-se a derrapagem orçamental que foi em 2010, sendo necessário enfiar um PEC III no Orçamento de Estado para 2011, para evitar a banca rota deste meu amado Portugal.

 

Também Gavião tem ao leme alguém que passado pouco mais de um ano, neste seu último mandato, pouco criou de obra humana, isto é onde estão as políticas para atender a três factores que considero importantíssimos: o trabalho, o homem e a liberdade? Que avanços teve o concelho de Gavião na reforma do emprego, na reforma da agricultura, na reforma da livre expressão, no combate à litoralização?

Fazer e participar em festas pagando tudo do erário público, é o que tenho visto muitas vezes sem conta nem medida, facto com o qual me tenho recusado comungar, não faz parte da minha estrutura vertical, acreditar que os governantes necessitam de usar erário público para este tipo de políticas(???). Se ao contrário, eu e todos os gavionenses visse-mos panfletos a anunciar mais postos de trabalho numa nova fábrica ou serviço, ai sim eu ficávamos contentes.

 

A verdade do que vou sabendo pelos bastidores, é que corremos o risco de voltar a perder o novo (e bom) médico, corremos o risco de perder os correios, corremos o risco de perder as finanças, corremos o risco de perder...

 

E nessa verdade que olho a cada dia, representada nesses indicadores estatísticos, é o reconhecer das pessoas reais a partir para Lisboa, Espanha, França e Suíça! As pessoas estão a ficar sem esperança nesta pequena terra… e sinto que o povo está mais desprotegido, está mais só, está triste, não acredita num futuro, as terras não são produtivas que chegue para dar uma boa alternativa de governo. Enfim um povo que mais que trabalho, precisa de uma esperança, e neste discurso não a tem.

 

Por último, refiro que este discurso que não fez um ponto da situação interna, uma resenha do nível económico, social e político do concelho, faz-me lembrar o que há um ano disse neste mesmo blog para o mesmo tipo de discurso: “este tipo de discurso (…) pode evidenciar já uma falta de fé na reviravolta à situação de catástrofe social”.

Por todos estes motivos, só posso concluir o concelho de Gavião a definhar lentamente...

publicado por Paulo José Matos às 16:00 | comentar | favorito
20
Nov 10
20
Nov 10

Esta semana em notícias...

Caros,

 

Eis para mim, o que mais me marcou nesta semana em termos de notícias: "o senhor do adeus" e "Governo de José Sócrates, uma máquina de Desemprego".

 

 

Excerto 1

Link http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior

 


No Saldanha, junto ao semáforo onde João Manuel Serra parava para acenar e sorrir, uma pequena multidão repetiu o gesto do adeus e até se pediu que fosse feita uma estátua


Durante uma década foi um adeus solitário que marcou o Saldanha, em Lisboa. Mas o que parecia ser um aceno simples e que passava despercebido afinal era mesmo uma das imagens da capital e "tocava" a maioria que por ali passava. Mais de 200 pessoas mostraram isso mesmo ao aparecer quinta-feira à noite junto ao semáforo em que o "Senhor do Adeus" cumprimentava quem passava. Repetiram durante duas horas o aceno que a morte de João Manuel Serra (aos 79 anos) fez desaparecer.


"É o mais bonito velório a que fui nos últimos anos e que, provavelmente, terei a oportunidade de ir nos próximos", confessou ao DN Rui Zink, uma das personalidades que acompanharam os inúmeros anónimos que quiseram homenagear o "Senhor do Adeus". O escritor nunca falou com João Manuel Serra, mas das tantas vezes que por ele passou apreciava o "acto poético": "Não sei com que espírito ele fazia isto. Fazia e ponto. O acto era bonito, era inofensivo, era poético. Digamos que ele era um louco simpático."


A jornalista Leonor Pinhão, a apresentadora Leonor Poeiras e o advogado Ricardo Sá Fernandes também estiveram presentes. Este último não conseguiu esconder a emoção e foi de lágrimas nos olhos que realçou a perda de um "ex libris de Lisboa".


Lágrimas que também Olinda Serrano não escondeu, pois via-o sempre enquanto vendia castanhas. Apesar de gostar do número de pessoas que surgiram para o "velório", já o aparato considerou não ser o que o "Senhor do Adeus" mais gostaria de assistir: "Ele não queria estes risos todos, ele queria um sorriso afável e natural."


Nem mesmo a polícia resistiu, com um agente da PSP a responder com um tímido aceno à homenagem.


Perto da estátua do duque de Saldanha, junto ao semáforo, foi ontem colocado um cartaz, com pessoas a acenar.


Para muitos lisboetas, a capital está mais pobre, e no Facebook podia ler-se que "perdeu um pouco da sua humanidade".

 

 

Excerto 2

Link http://tv1.rtp.pt/noticias

 

Desemprego atinge quase 610 mil pessoas em Portugal

 

No terceiro trimestre de 2010, a taxa de desemprego chegou aos 10,9 por cento, depois de se ter situado, nos três meses anteriores, em 10,6. Face ao mesmo trimestre do ano passado, verifica-se um crescimento de 1,1 por cento. Quanto ao número de pessoas sem emprego, o INE avança com um total de 609,4 mil, que se traduz em aumentos de 11,3 por cento, por comparação com o trimestre homólogo de 2009, e de 3,3 por cento face aos meses de Abril, Maio e Junho.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística revelam também um desequilíbrio de género: o aumento do número de mulheres desempregadas, em 48,1 mil, justificou 78 por cento da variação no desemprego global; o número de homens sem trabalho sofreu igualmente um acréscimo, mas “de uma forma menos expressiva”, num total de 13,6 mil.

Entre os homens, a taxa de desemprego foi de 9,6 por cento, o que representa um agravamento de meio ponto percentual face a igual período do ano passado. A taxa entre as mulheres chegou aos 12,4 por cento, mais 1,8 pontos percentuais. O agravamento trimestral incidiu, por ordem de grandeza, nas mulheres, pessoas dos 15 aos 34 anos e com mais de 45 anos e indivíduos com nível completo de escolaridade, em particular do sector dos serviços.

Relativamente à distribuição geográfica, as taxas mais elevadas pertencem às regiões Norte (13,2 por cento), Algarve (12,8 por cento), Alentejo (11,6 por cento) e Lisboa (11,3 por cento), enquanto que as cifras mais baixas se registam nos Açores (6,6 por cento), no Centro (7,4 por cento) e na Madeira (7,8 por cento).

“Problema social persiste”
Diante dos números do INE, o líder do grupo parlamentar do principal partido da Oposição constatou que, “muito para lá das décimas que num mês ou noutro crescem ou descem, o problema social persiste”. “É muito grave. Ultrapassa já os 600 mil desempregados”, assinalou Miguel Macedo.

O PSD, salientou o deputado, “tem insistido na necessidade de o Governo olhar para o tecido económico, para as empresas, e adoptar medidas que propiciem essa criação de emprego”. “Se não tivermos medidas activas nesse sentido, evidentemente vai ser muito mais difícil de forma consistente e de forma sustentada inverter esta trajectória de aumento do desemprego”, defendeu.

“À ausência de estratégia económica soma-se agora uma situação muito difícil de emergência financeira e de emergência orçamental”, reforçou Miguel Macedo, atribuindo a ascensão do número de desempregados às “más políticas que o Governo prosseguiu”.

“Ainda assim, nós entendemos que é possível, neste quadro muito difícil, o Governo prosseguir uma estratégia de incentivo à actividade económica e, pelo contrário, não entendemos alguns discursos que, infelizmente, têm persistido nos últimos tempos, que persistem numa desconfiança em relação aos agentes económicos. Nós, neste momento, temos de dar mais confiança aos agentes económicos, porque são eles que criam emprego”, concluiu.

“Fábrica de desemprego”
No flanco do CDS-PP, os dados do desemprego são lidos como um sinal da falência da política económica do Governo de José Sócrates. O líder parlamentar do partido de Paulo Portas descreveu-a mesmo como “uma fábrica de desemprego”.

“Nunca como hoje se justifica tanto o que o CDS tem vindo a dizer. A política económica do Governo é uma fábrica de desemprego”, reagiu Pedro Mota Soares, destacando, em seguida, o facto de o país ter visto o número de pessoas atingidas aumentar em 61 mil “no último ano”: “São 240 portugueses que, por dia, perdem o seu posto de trabalho”.


“Três quartos são mulheres. No Norte do país, o desemprego já atingiu os 30 por cento e o desemprego nos jovens já chega aos 23 por cento”, salientou ainda o dirigente democrata-cristão.

“Por isso mesmo esta política económica e fiscal do PS é uma política que está a prejudicar e muito as pequenas e médias empresas e, ao mesmo tempo, não está a apoiar quem quer trabalhar em Portugal”, reiterou.

“Números extremamente preocupantes”
À esquerda dos socialistas, cresce a convicção de que o futuro próximo será “ainda mais negro”. Foi essa a leitura deixada pelo deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares, para quem os números do Instituto Nacional de Estatística representam já “um primeiro reflexo das medidas de austeridade apresentadas em Junho passado”.

“Por isso, demonstram que foi um erro essas medidas, esse caminho que se seguiu. Este Orçamento do Estado é uma continuidade nesse caminho, que já se provou estar errado”, afirmou o deputado do Bloco, para depois fazer a antevisão de “um futuro ainda mais negro, resultado destas opções erradas do Governo que oneram e muito a vida dos portugueses, que resultam, na prática, num aumento do desemprego, particularmente do desemprego de longa duração”.

É também com preocupação que o PCP encara a evolução da taxa de desemprego. Trata-se, nas palavras do deputado comunista António Filipe, de “níveis de desemprego inéditos, quer os 10,9 por cento em sentido estrito, quer nos 13,7 de desemprego em sentido lato”: “São números recorde que estão já para além daquilo que o Governo prevê para o final do ano que vem”.

“O Governo previa que a taxa de desemprego pudesse atingir os 10,8 por cento no final do próximo ano. A taxa está já hoje nos 10,9 por cento”, frisou o deputado do PCP. “Se estas medidas do Orçamento do Estado ainda não se fizeram sentir e nós já estamos com níveis elevados de desemprego, estamos com uma enorme preocupação relativamente àquilo que possa vir a acontecer no próximo ano relativamente a este Orçamento”, advertiu.

Por seu turno, a deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" Heloísa Apolónia afirmou que 2011 vai ser "um ano extraordinariamente difícil", considerando que a previsão de uma taxa de desemprego de 10,8 por cento "vai ficar muito abaixo" da realidade.

 

RESPOSTA DO GOVERNO

“Alguma volatilidade”


Para o Governo, o aumento do desemprego constatado pelo INE não obriga, “neste momento”, a uma revisão da meta traçada este ano. Isto porque “os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional mostram que houve uma queda das entradas no desemprego em Outubro”.

A conclusão que tiramos, ao longo do ano, é que existe alguma volatilidade na forma como o desemprego evoluiu positiva e negativamente. É prematuro dizer que vamos rever as metas”, argumentou a ministra do Trabalho e da Solidariedade Social.


O país, insistiu Helena André, tem revelado “alterações um bocadinho atípicas, apesar de este aumento não ser diferente do que tem acontecido nos últimos anos no terceiro trimestre”. Em 2009, recordou ainda governante, “o aumento foi de 0,7 pontos percentuais”, ao passo que, neste ano, “foi de 0,3 pontos”.

“Não nos conforta, mas confirma aquilo que tem sido o comportamento um pouco volátil. E é por isso que não podemos tirar conclusões precipitadas sobre este terceiro trimestre, sobretudo porque temos outro comportamento atípico”, vincou a ministra do Trabalho, aludindo ao número de inscrições nos centros de emprego em Outubro: “A entrada no desemprego em Outubro, ao contrário do que aconteceu nos últimos 20 anos, reduziu-se, quando tipicamente aumentava”.

Helena André espera que uma recuperação económica “se possa reflectir mais cedo do que mais tarde no comportamento do mercado de trabalho”.

 


No terceiro trimestre de 2010, a taxa de desemprego chegou aos 10,9 por cento, depois de se ter situado, nos três meses anteriores, em 10,6. Face ao mesmo trimestre do ano passado, verifica-se um crescimento de 1,1 por cento. Quanto ao número de pessoas sem emprego, o INE avança com um total de 609,4 mil, que se traduz em aumentos de 11,3 por cento, por comparação com o trimestre homólogo de 2009, e de 3,3 por cento face aos meses de Abril, Maio e Junho.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística revelam também um desequilíbrio de género: o aumento do número de mulheres desempregadas, em 48,1 mil, justificou 78 por cento da variação no desemprego global; o número de homens sem trabalho sofreu igualmente um acréscimo, mas “de uma forma menos expressiva”, num total de 13,6 mil.

Entre os homens, a taxa de desemprego foi de 9,6 por cento, o que representa um agravamento de meio ponto percentual face a igual período do ano passado. A taxa entre as mulheres chegou aos 12,4 por cento, mais 1,8 pontos percentuais. O agravamento trimestral incidiu, por ordem de grandeza, nas mulheres, pessoas dos 15 aos 34 anos e com mais de 45 anos e indivíduos com nível completo de escolaridade, em particular do sector dos serviços.

Relativamente à distribuição geográfica, as taxas mais elevadas pertencem às regiões Norte (13,2 por cento), Algarve (12,8 por cento), Alentejo (11,6 por cento) e Lisboa (11,3 por cento), enquanto que as cifras mais baixas se registam nos Açores (6,6 por cento), no Centro (7,4 por cento) e na Madeira (7,8 por cento).

“Problema social persiste”
Diante dos números do INE, o líder do grupo parlamentar do principal partido da Oposição constatou que, “muito para lá das décimas que num mês ou noutro crescem ou descem, o problema social persiste”. “É muito grave. Ultrapassa já os 600 mil desempregados”, assinalou Miguel Macedo.

O PSD, salientou o deputado, “tem insistido na necessidade de o Governo olhar para o tecido económico, para as empresas, e adoptar medidas que propiciem essa criação de emprego”. “Se não tivermos medidas activas nesse sentido, evidentemente vai ser muito mais difícil de forma consistente e de forma sustentada inverter esta trajectória de aumento do desemprego”, defendeu.

“À ausência de estratégia económica soma-se agora uma situação muito difícil de emergência financeira e de emergência orçamental”, reforçou Miguel Macedo, atribuindo a ascensão do número de desempregados às “más políticas que o Governo prosseguiu”.

“Ainda assim, nós entendemos que é possível, neste quadro muito difícil, o Governo prosseguir uma estratégia de incentivo à actividade económica e, pelo contrário, não entendemos alguns discursos que, infelizmente, têm persistido nos últimos tempos, que persistem numa desconfiança em relação aos agentes económicos. Nós, neste momento, temos de dar mais confiança aos agentes económicos, porque são eles que criam emprego”, concluiu.

“Fábrica de desemprego”
No flanco do CDS-PP, os dados do desemprego são lidos como um sinal da falência da política económica do Governo de José Sócrates. O líder parlamentar do partido de Paulo Portas descreveu-a mesmo como “uma fábrica de desemprego”.

“Nunca como hoje se justifica tanto o que o CDS tem vindo a dizer. A política económica do Governo é uma fábrica de desemprego”, reagiu Pedro Mota Soares, destacando, em seguida, o facto de o país ter visto o número de pessoas atingidas aumentar em 61 mil “no último ano”: “
São 240 portugueses que, por dia, perdem o seu posto de trabalho”.

“Três quartos são mulheres. No Norte do país, o desemprego já atingiu os 30 por cento e o desemprego nos jovens já chega aos 23 por cento”, salientou ainda o dirigente democrata-cristão.

“Por isso mesmo esta política económica e fiscal do PS é uma política que está a prejudicar e muito as pequenas e médias empresas e, ao mesmo tempo, não está a apoiar quem quer trabalhar em Portugal”, reiterou.

“Números extremamente preocupantes”
À esquerda dos socialistas, cresce a convicção de que o futuro próximo será “ainda mais negro”. Foi essa a leitura deixada pelo deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares, para quem os números do Instituto Nacional de Estatística representam já “um primeiro reflexo das medidas de austeridade apresentadas em Junho passado”.

“Por isso, demonstram que foi um erro essas medidas, esse caminho que se seguiu. Este Orçamento do Estado é uma continuidade nesse caminho, que já se provou estar errado”, afirmou o deputado do Bloco, para depois fazer a antevisão de “um futuro ainda mais negro, resultado destas opções erradas do Governo que oneram e muito a vida dos portugueses, que resultam, na prática, num aumento do desemprego, particularmente do desemprego de longa duração”.

É também com preocupação que o PCP encara a evolução da taxa de desemprego. Trata-se, nas palavras do deputado comunista António Filipe, de “níveis de desemprego inéditos, quer os 10,9 por cento em sentido estrito, quer nos 13,7 de desemprego em sentido lato”: “São números recorde que estão já para além daquilo que o Governo prevê para o final do ano que vem”.

“O Governo previa que a taxa de desemprego pudesse atingir os 10,8 por cento no final do próximo ano. A taxa está já hoje nos 10,9 por cento”, frisou o deputado do PCP. “Se estas medidas do Orçamento do Estado ainda não se fizeram sentir e nós já estamos com níveis elevados de desemprego, estamos com uma enorme preocupação relativamente àquilo que possa vir a acontecer no próximo ano relativamente a este Orçamento”, advertiu.

Por seu turno, a deputada do Partido Ecologista "Os Verdes" Heloísa Apolónia afirmou que 2011 vai ser "um ano extraordinariamente difícil", considerando que a previsão de uma taxa de desemprego de 10,8 por cento "vai ficar muito abaixo" da realidade.


RESPOSTA DO GOVERNO

“Alguma volatilidade”
Para o Governo, o aumento do desemprego constatado pelo INE não obriga, “neste momento”, a uma revisão da meta traçada este ano. Isto porque “os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional mostram que houve uma queda das entradas no desemprego em Outubro”.

“A conclusão que tiramos, ao longo do ano, é que existe alguma volatilidade na forma como o desemprego evoluiu positiva e negativamente. É prematuro dizer que vamos rever as metas”, argumentou a ministra do Trabalho e da Solidariedade Social.

O país, insistiu Helena André, tem revelado “alterações um bocadinho atípicas, apesar de este aumento não ser diferente do que tem acontecido nos últimos anos no terceiro trimestre”. Em 2009, recordou ainda governante, “o aumento foi de 0,7 pontos percentuais”, ao passo que, neste ano, “foi de 0,3 pontos”.

“Não nos conforta, mas confirma aquilo que tem sido o comportamento um pouco volátil. E é por isso que não podemos tirar conclusões precipitadas sobre este terceiro trimestre, sobretudo porque temos outro comportamento atípico”, vincou a ministra do Trabalho, aludindo ao número de inscrições nos centros de emprego em Outubro: “A entrada no desemprego em Outubro, ao contrário do que aconteceu nos últimos 20 anos, reduziu-se, quando tipicamente aumentava”.

Helena André espera que uma recuperação económica “se possa reflectir mais cedo do que mais tarde no comportamento do mercado de trabalho”.

publicado por Paulo José Matos às 13:00 | comentar | favorito
14
Nov 10
14
Nov 10

CONVENÇÃO NACIONAL DE JOVENS AUTARCAS - POMBAL

Caros amigos,

 

Apesar da intensa vida profissional que levo (e que me rouba alguns fins de semana para investigação), é também com dedicação possível que encaro a causa ideológico partidária que defendo.

 

Desta forma, foi com imenso orgulho que me apresentei perante os meus ilustres congéneres no congresso de Autarcas da JSD, em Pombal realizado no dia de hoje.

 

Irei dividir o dia em três períodos.

 

1) Durante a manha ouvi com atenção a mensagem de acalmia política que o secretário-geral do PSD Miguel Relvas fez transmitir à imprensa nacional, nomeadamente na inquirição desta sobre qual era a posição politica do PSD no desnorte governativo que Luís Amado (Negócios Estrangeiros) vê na actual governação (da qual aliás, faz parte).

 

O primeiro painel do dia teve como mote “Mudanças no Poder Local – o Presente e futuro da organização, o financiamento e eleições das autárquicas locais. Oradores: Armando Viera (Prés. Assoc. Nac. Freguesia) e Paulo Cunha (VP C. M. de Vila Nova de Famalicão)

 

Ouvi coisas assombrosas:

  • a soma do endividamento autárquico é menor que a totalidade do endividamento da empresa pública REFER! De por as mãos na cabeça!
  • O orçamento no Fundo de Financiamento de Freguesias (Orçamento de Estado 2011) apenas representa naquele bolo 0,1089%, o que é uma gota num oceano e explica em parte, a incapacidade dos presidentes de junta puderem fazer o que quer seja!
  • Que a baixa execução do CREN, nos projectos municipais, pode não ser mais que um guardar de dinheiro para investir em projectos megalómanos, antecipando o receio que pode não haver dinheiro da banca tradicional disponível, dado o nosso já endividamento externo.

 

Neste painel, e dado o tema de financiamento tive de intervir para introduzir um tema que me é caro, isto é o tema da qualidade de dívida à banca, como suporte para financiar candidaturas a projectos co-financiados e muitas vezes de utilidade pública questionável.

 

2) No painel da tarde, debateu-se “Nova Geração de Políticas Locais”, em que os oradores foram Carlos Carreiras (VP C. M. Cascais e Prés. Inst. Sá Carneiro) e António Jorge Nunes (Presidente da Câmara Municipal Bragança).

 

Duas intervenções profundas do que se tem feito em Cascais e em Bragança, e uma grande constatação, se for aprovada o nosso alargamento da plataforma marítima, Portugal fica com um território do tamanho da Índia! Uuuuuaaahhhh, nunca tinha pensado nisso dessa forma! Portugal vais pois de redescobrir como se pesca, e voltar a armar um frota pesqueira à séria se quer aproveitar esta grande oportunidade!

 

3) Precedente ao painel de encerramento em que contou com as intervenções de Narciso Mota (Prés. CM Pombal), Fernando Marques (VP CPD Leiria do PSD), Presidente da JSD, Pedro Rodrigues, e o Vice presidente do PSD, Dr. Marco António Costa, houve um período para partilha dos presentes e singulares participantes. Neste momento também eu dei o meu contributo ao evento.

 

Minha Intervenção :

 

 

Agradeço a todos os que aqui estão presentes, pela sua disponibilidade em participação neste evento. Ao ouvir as várias mensagens nas intervenções anteriores, senti-me também eu impelido a vir aqui prestar testemunho dizendo-vos duas pequenas palavras/mensagens: ESPERANÇA e ABNEGAÇÃO.

 

Em primeiro, ESPERANÇA, porquê? Porque nós jovens, na nossa sociedade temos de ser os últimos a poder perder este ideal. No meu caso, a esperança que vós falo é a esperança em que num futuro não muito distante as nossas autarquias locais possam ter a capacidade de empregar jovens, em particular jovens que tem talento, que apostaram fortemente na sua educação com cursos superiores, e que neste momento estão desempregados. E de que forma é que incutimos essa esperança? Com o nosso exemplo ao enveredar por novos desafios, certamente.

 

Há dois anos atrás ninguém na JSD/PSD sabia quem era Paulo Matos de Gavião. No verão de 2009, em apenas 15 dias organizamos cerca 80 assinaturas… e que resultado essas assinaturas fizerem meus caros… permitiram dar o primeiro passo para a reconstrução do Partido Social Democrata no Concelho de Gavião, permitiram em última análise conquistar um pelouro de vereador na câmara! O partido socialista conquistou cerca de 1700 votos, e nós representamos 700 cidadãos. É pois que com muito orgulho, que eu Paulo Matos, o candidato mais jovem (à data com 24 anos) à presidência de uma câmara integrado numa estrutura do PSD nas autárquicas de 2009 recebi este resultado de crescimento do partido no meu concelho. É pois sinal de nós jovens temos valor, mérito, e a vontade de lutar pelo futuro que é nosso e que queremos melhor, é esta a nossa ESPERANÇA.


ABNEGAÇÃO é me uma palavra muito cara caros companheiros. Não nos iludamos o serviço público que a juventude pode prestar tem constrangimentos, no meu caso em que o meu trabalho decorre em Lisboa, e sou vereador sem pelouro no Alto Alentejo, o acesso à documentação não é o mesmo em comparação com quem tem efectivamente o poder executivo e está lá todos os dias, ainda assim, a documentação que me chega é analisada com o cuidado possível, para que no debate de reunião estejamos todos perante os mesmos dados. Mas a minha posição e opiniões têm uma vantagem que poucos vereadores podem dizer valer-se, eu posso ser completamente idóneo, eu tenho a coragem de ouvir todas as pessoas, e fazer representar todos os interesses possíveis, e porquê? Porque não tenho qualquer ligação ao município do ponto de vista laboral, e isso é uma grande vantagem. Actuo sem constrangimentos, apenas procurando o bem comum. Nesta minha jornada, vou quinzenalmente a uma reunião de câmara, e abdico a desfavor da minha vida pessoal, de grande parte das minhas férias (pessoais) a que tenho direito numa empresa privada onde trabalho, para poder-me deslocar nesse dia, a meio da semana à minha terra, colocando os interesse públicos que assumi, acima dos meus pessoais.

 

Concluindo: ser jovem é ter a coragem de assumir um exemplo de ESPERANÇA e ABNEGAÇÃO, para que consiga-mos trazer mais jovens para esta batalha, uma luta com um sentido claro de voltar a dar oportunidades aos jovens no interior de Portugal. Por isso, vós peço, chamem todos os jovens quanto conseguirem, Portugal precisa de nós.

 

publicado por Paulo José Matos às 01:00 | comentar | favorito