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Dez 10
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Bom ano de 2011!

Um compromisso de consciência social, um compromisso em prol da justiça, para a dignidade da pessoa!

 

Bispo D. Jorge Ortiga - Arquidiocese de Braga

 

 

publicado por Paulo José Matos às 17:57 | comentar | favorito
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Dez 10
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Dez 10

Pela transparência e verdade, contra a FARSA e falta de idoneidade.

Confesso que deixei passar a época festiva do Natal, por uma questão de principio.

 

Mas é chegada a hora de mais uma vez alertar a população para a falta de transparência, verdade que as transcrições das reuniões camarárias estão a ter, para que as pessoas possam saber exactamente quem foram as pessoas eleitas e de que forma se comportam.

 

Como a minha opinião, já pouco valor tinha nesta questão, fiz questão de dirigir uma missiva ao Governador Civil de Portalegre, sendo que outras entidades se seguirão, caso haja uma continuação desta situação, nomeadamente nos comportamentos menos correctos, que INFELIZMENTE O SR. PRESIDENTE RECUSA A QUE SEJAM GRAVADOS EM AUDIO OU VIDEO, PARA MEMÓRIA FUTURA, e serem julgados futuramente em função disso.

 

Confesso-os que estou irritado, fui eleito para dar uma opinião construtiva e para ser tido em conta nalgumas decisões importantes para o concelho, não para ser alvo de chacota.

 

Antes, deixo-vos algumas premissas iniciais:

  • Quem se quer dar ao respeito, tem de respeitar. E se não querem respeitar, então que assumam os actos.
  • Todos os que vão a votos, são no momento da sua eleição Políticos, logo estão comprometidos com um projecto, uma ideia, se assim não fosse porque continuam na dita vida pública?

 

Cópia do seguinte Email, foi pedido na em reunião de câmara de dia 15 Dezembro, para que uma cópia fosse colocada com a acta de dia 2 Dezembro, a que se refere o documento.

CORPO DO EMAIL


From: catalaopaulo@hotmail.com
To: cgabinete@gov-civil-portalegre.pt; adjunto.mo@gov-civil-portalegre.pt; iafonso@gov-civil-portalegre.pt; sec.expediente@gov-civil-portalegre.pt
CC: geral@cm-gaviao.pt; gap@cm-gaviao.pt; catalaopaulo@hotmail.com
Subject: Acta relativa à reunião do executivo municipal de dia 2 de Dezembro de 2010
Date: Mon, 13 Dec 2010 01:37:37 +0000

Boa noite,

 

Exmo Sr. Jaime da Conceição Cordas Estorninho, Governador Civil do distrito de Portalegre


Como representante máximo do poder executivo central no nosso distrito - Portalegre, segue em anexo uma mensagem a si dirigida relativamente à forma como está a ser conduzida a memória descritiva, no que diz respeito às minhas intervenções enquanto vereador na Câmara Municipal de Gavião, no executivo municipal.

Com toda a estima devida, os melhores cumprimentos
Vereador Paulo José E.V. de Matos - Gavião -




CORPO DO ANEXO - TEXTO COMPLETO

 

 

Paulo José Estrela Vitoriano de Matos

Morada Fiscal

Bairro Cadete, Nº28,

6040-101 Gavião, Portugal

Morada

Av. Álvares Cabral, Nº5, Cave

1250 - 015 Lisboa, Portugal

 

Exmo Sr. Jaime da Conceição Cordas Estorninho, Governador Civil do distrito de Portalegre

 

Dirijo-me por este meio, de forma a alertar a situação discriminatória como está sendo feito o registo documental, das minhas intervenções a quando dos debates do executivo camarário de Gavião, cerceando a livre opinião que a minha condição de Vereador o permite.

 

De acordo com a lei n.º 169/99, de 18 de Setembro com respectivas actualizações, é definido o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias.

 

No capitulo V – Disposições Comuns, artigo 92.º - Actas, é estabelecido as condições técnicas “base” pelas quais se deve conduzir o uso desta ferramenta de trabalho. Destaco que no seu primeiro artigo é indicado que esta ferramenta de trabalho deve conter um “resumo do que de essencial nela tiver passado”

1 - De cada reunião ou sessão é lavrada acta, que contém um resumo do que de essencial nela se tiver passado, indicando, designadamente, a data e o local da reunião, os membros presentes e ausentes, os assuntos apreciados, as decisões e deliberações tomadas e a forma e o resultado das respectivas votações e, bem assim, o facto de a acta ter sido lida e aprovada.

 

No entanto, este resumo tem obrigatoriamente de corresponder à veracidade dos acontecimentos, e os tópicos têm de estar todos descriminados, incorrendo a má transcrição da oralidade efectuada numa clara ausência/discrepância posteriormente verificável em vários aspectos, desde logo na relação Pergunta – Resposta, entre o executivo.

 

Caríssimo Sr. Governador Civil, não é objectivo desta minha mensagem que passe a ficar registado em acta, TODAS as ofensas pessoais à minha honra enquanto pessoa humana dirigidas por cada um dos membros do executivo. Refiro que é algo constante de todas as reuniões quinzenais, e por demais essa situação já foi completamente ultrapassada pela minha pessoa, desde logo aquando do comunicado do Presidente a toda a população datado de 2 de Junho de 2010[1], em que sou apelidado de forma subtil de… palhaço?

 

“Acorda tarde o Vereador Paulo Matos, tentando de forma abusiva e ridiculamente pomposa, aproveitamentos politico partidários.

Tenta recolher mérito em trabalho e conquistas para que nada contribui.

Faz Lembrar um qualquer protagonista de divertidíssima comédia "Há petróleo n Beato"...!”

 

Na reunião de dia 2 de Dezembro de 2010, um dos pontos da ordem de trabalhos era o orçamento previsional para 2011. Tinha pois uma análise preparada previamente, e que li por extenso chegado o meu momento de dar o meu parecer.

 

Eis o seu teor na totalidade:

Gavião, 2 de Dezembro de 2010, 16 horas

Caríssimos senhores, trago alguns considerandos sobre este Orçamento

No tema, Grandes Áreas Estratégicas, foi modificado o ponto 3 – Induzir a Fixação Humana pela Promoção de Loteamentos Urbanos, sendo substituído por Apostar no Desenvolvimento Rural. Ora bem esta assunção, veio-me dar razão pois indirectamente percebeu-se que é pelo trabalho que se pode fixar pessoas e não o contrário. Como implicação directa, o projecto de loteamentos em Belver e de Margem deixam de existir nas prioridades municipais.

No tema, Áreas Prioritárias, foi modificado o primeiro ponto e onde era Investimento Industrial passou a estar Atrair investimento público e privado. Mais uma vez se percebeu que não são as grandes industrias a instalar-se aqui que tem sido a solução, e que esta aposta foi uma derrota, com efeitos visíveis no investimento da fábrica da cortiça, e o seu retorno numérico de empregos.

Nesta introdução do Orç. no ponto Cultura, o tema Biblioteca deixa de constar, e no detalhe do plano financeiro verifica-se que a alínea foi dês orçamentada (em relação ao Orçamento anterior) em 250.000€ previsonalmente para o ano de 2011, isto é, em vez de 400.000€ passou a constar 150.000€. Assim, a promessa que o Exmo. Sr. Presidente me deu aqui, a 7 de Abril de 2010, nesta mesma sala e replicando-me, chamando-me de Chico esperto/espertismo, por questioná-lo para quando é que o projecto Biblioteca avançava, indicando-me com toda a convicção que o projecto estaria pronto pelo 25 de Abril de 2011… pelo que li do orçamento, não é essa a conclusão que se retira.

No Orç. por parte da receita, verifico o caminho de empobrecimento que o concelho vai tomando. O governo socialista central (encabeçado pelo Primeiro-ministro José Sócrates) e a ausência de políticas realmente regenerativas para o sector empresarial no nosso concelho, levam a uma dramática receita no conjunto. Isto é, se em 2010 o valor previsional de receita, foi de 11.740.000€, hoje, passado apenas um ano depois seja no valor de 10.200.000€, ou seja, uma redução brutal de 1.540.000€.

No ponto 4.3, na questão do saneamento, e se há alguns meses atrás fiquei enormemente satisfeito com a apresentação do projecto de Transporte e Tratamento das Águas Residuais no Alamal, com construção da ETAR do Cadafaz, pela divisão de obras nesta reunião, hoje verifico, e é preocupante que o projecto pelo que o orçamento nos diz, não avance já em 2011 (1000€ orçamentado), estando apenas previsto para 2012 (225.000€ orçamentado). Esta situação pode certamente, por em risco o galardão de Bandeira Azul, pois é algo extremamente necessário que se adia, e num dos únicos pontos verdadeiramente turísticos que o concelho tem a par da histórica vila de Belver.

Outra bandeira de campanha política reforçada em 2009, era o Museu de Artes do Rio que agora se vê que orçamento foi avançado para 2012, depois de estar previsto terminar em 2010, e posteriormente como promessa de 2011.

Houve também mais uma promessa de Abril que foi feita mas esquecida ao cidadão Luís Viera (Comenda). Nessa reunião indicou-se que à data da elaboração deste plano seria tido em consideração os pontos museológicos / rupestres da sua freguesia, e feito orçamento a essa promessa, olvidada totalmente foi.

Quanto à Feira de Gastronomia/ Medieval de Belver, agora colocadas no mesmo bolo para serem alternadas nos anos uma com a outra, NÃO ACEITO, pois são situações perfeitamente distintas. Concordo com uma reformulação da feira de Gastronomia, talvez alterando a sua estrutura, ou mesmo cobrando um valor simbólico de 1€ por visitante, e estou disposto a debater este ponto, agora fazendo alternar nos anos, não posso concordar. Em relação, à feira Medieval de Belver, é na verdade é um acto cénico, é diferente e interessante, e por muita magoa que possa sentir ao dizer isto, muitos outros concelhos por esse pais fora de alguma forma, foram “copiando” este modelo, esta nossa iniciativa, o que faz com que o sua relação custo/beneficio tenha diminuído para ser todos os anos.

Por último, nesta introdução falou-se em apoio às Pequenas e Médias Empresas (sector Privado) mas neste orçamento de 10.200.000€ apenas está considerado 1.000€ (FAME), há aqui qualquer coisa que não está certamente bem.

Indico que terminei a minha intervenção.

 

Acontece que na acta que recebi para aprovação (segue em anexo a totalidade do documento) vem apenas referido o seguinte:

 

No entanto, se analisar-mos a resposta inicial pelo lado do Exmo. Sr. Presidente Jorge Martins,

 

 

Verificamos que a resposta, está sendo dada a uma pergunta que não está no texto identificado como sendo do Vereador Paulo Matos. São efectivamente coisas distintas 1) Dizer que a opção política da Biblioteca desaparecendo prefácio/nota introdutória do documento de orçamento e dai ter-se faltado à promessa de 7 de Abril, e outra diferente é 2) Verificar que efectivamente no plano financeiro o que está feito é uma des-orçamentação (que confirma a falta de objectivo).

 

Saltando o debate do Orçamento, em que a minha opinião foi dilacerada, com ataques pessoais tais como o do Vereador Germano que indicou o seguinte “ há uns dias, tivemos a festa homenagem ao Maestro Sílvio Pleno, e uma das musicas era a Quem será, Quem será o pai da criança? Afinal agora já sabemos, é o vereador Paulo Matos.”. Este pequeno comentário, caríssimo Sr. Governador Civil, não está nesta acta, porque é inconveniente estar, serve apenas para tentar bater psicologicamente o vereador Paulo Matos. Vereador que tem “apenas” uma opinião politica diferente, mas pelo meio maltrata-se a homenagem a alguém muito trabalho fez pela cultura gavionense, para além demonstrar uma falta de respeito por parte pasta da cultura, que inclusive é da sua responsabilidade.

 

Por último, e fora da ordem de trabalhos fiz duas declarações:

"1 - Gostaria de saber qual o ponto de situação do município de Gavião sobre o comunicado da concessionária da A23 SCUTVIAS sob a colocação de pórticos de portagem no início do ano de 2011.

2 - Gostaria de demonstrar um sentimento de profundo pesar, pela forma indigna com os exmos senhores tem se feito expressar nesta reunião, nomeadamente usando expressões “é para os ratos saberem”, “isto é alimento para ratazanas”."


Na acta, surge apenas uma. Não é aqui evidente a admoestação?

 

Pergunto-me pois, se se deve começar a questionar a moralidade/idoneidade de quem secretaria a reunião, dado que é ao mesmo tempo uma deputada da assembleia municipal pertencendo ao mesmo partido que maioria do executivo camarário. Ou se, por oposição nada tem a ver com esta situação, sento apenas uma executante dos cortes que se pretendem fazer à memória descritiva dos actos praticados por este vereador, e também os comportamentos/expressões indelicadas a ele remetidas por parte do restante executivo.

 

Este alerta é enviado para o Exmo. Sr. Governador Civil, mas seguirá com o conhecimento do Gabinete de Apoio à Presidência de Gavião, por uma questão de transparência, e se necessário será reencaminhado aos diferentes órgãos de soberania que assim se achar por competentes para em momento futuro “tentar” regularizar a presente situação.

 

Disponível para qualquer esclarecimento adicional

Email: catalaopaulo@hotmail.com

Telefone: 96 799 04 09

 

Os melhores cumprimentos e estima

Vereador Paulo José Estrela Vitoriano de Matos

publicado por Paulo José Matos às 19:16 | comentar | ver comentários (13) | favorito
23
Dez 10
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Dez 10

Boas festas a todos...

 

Deixo-vos com o verdadeiro espírito cristão da festa...

 

publicado por Paulo José Matos às 20:21 | comentar | favorito
12
Dez 10
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Dez 10

Uma embraiagem partida, em 2000kms percorridos nos últimos 15 dias... Mas muitas vitórias!

Coimbra, XXI Congresso Nacional da JSD

 

Dia 27 – Sábado – Coimbra

 

10 Horas

Sou informado que fui eleito vogal na Comissão Política Distrital de Portalegre, na lista encabeçada pelo actual deputado na Assembleia da República Cristóvão Crespo e agora reeleito Presidente da Distrital Portalegre - PSD .

Debates ao longo do dia

20 Horas

Jantar convívio, entre a JSD’s distritais de Évora e Portalegre

Os trabalhos no congresso da maior organização de juventude portuguesa (mais de 40.000 associados) começam as 11 da manha e prolongam-se até perto das 6 da amanhã.

 

(domingo) próximo das 5 Horas

Ainda há gente a debater no congresso, mas o cansaço é muito, vou descansar.

 

Dia 28 – Domingo (169+64+61+17+173) = 484 Km

 

8 Horas - Coimbra

Após dormir 2 horas, dirijo-me para Gavião.

 

coimbra gaviao

 

11 Horas – Gavião

Chegado perto da minha família, vejo que está tudo em ordem com todos bem. Sigo viagem até fronteira.

 

gaviao fronteira

12:30 Horas – Fronteira

Reunião cívica de preparação à recandidatura do Prof. Cavaco Silva a Presidência da República – Distrito de Portalegre

 

Nota introdutória

Uma semana antes, fui convidado enquanto cidadão, que tendo uma opinião fortemente vincada em valores humanistas, e já o tendo demonstrado num activismo evidente na defesa de uma sociedade com valores mais justos e mais igualitários, para ser o representante concelhio da Candidatura do Prof. Cavaco Silva.

 

Nesta reunião, para além de conhecer todos os representantes concelhios da candidatura do distrito de Portalegre, apresentei-me pessoalmente ao mandatário distrital Portalegre o Exmo. Dr. José Roquette.

 

jose roquette

 

Nota bibliográfica José Roquette

Médico. Antigo Director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do Hospital de Santa Marta. Presidente do Colégio da Especialidade de Cirurgia Cardiotorácica da Ordem dos Médicos.

Desde 2006 Director do Hospital da Luz (Lisboa), que é por ventura um dos principais hospitais de Portugal.

 

http://www.hospitaldaluz.pt/MedicoModal.aspx?id=524

 

Foi me transmitida a mensagem do Prof. Aníbal Cavaco Silva e os motivos pelos quais se recandidata. Motivos nobres, sentido de estado, estabilidade democrática que permita a gestão do futuro de Portugal. Recebi com algum receio as metas ao nível das subscrições por concelho, mas quando o esforço é valoroso a recompensa é grande.

 

15 Horas – Comenda (Gavião)

Porque são as pessoas que importam, estive presente na homenagem aos professores primários Manuela Morais e Manuel Monteiro, que tanto, fizeram pela comunidade comendense. Destaco apenas que o acto mais nobre, por ventura para mim, foi o matar a fome aos seus próprios alunos, enquanto a outra “fome” – A educação lhes era também saciada.

16 Horas

Sou informado que fui eleito CONSELHEIRO NACIONAL na JSD, pela lista Vitoriosa de Duarte Marques, agora Presidente da JSD Nacional.

Nota:

No último mandato, o distrito de Portalegre não tinha nenhum representante na JSD nacional, tirando o cargo Presidente Distrital da JSD inerente dessa mesma função. Represento pois agora o distrito de Portalegre ao nível Nacional.

comenda gaviao

18:30 Horas – Gavião

Almoço/Lanche/Jantar – a família está bem, sigo viagem para Lisboa para o meu local de trabalho.

 

gavião

21:30 Horas – Lisboa

Descanso, preparação para dia de trabalho de segunda.

 

lisboa gaviao

 

gavião

Dia 1 – Quarta-feira (172+173) = 345 Km

Vou para Gavião, fazer trabalho cívico em prol da candidatura do Prof. Cavaco Silva. Organizar pessoas, esclarecer motivos da recandidatura, enfim ouvir as pessoas, o que pensam e o que acham, para em momento oportuno poder escalonar esses sentimentos.

 

Final do dia, regresso a Lisboa.

 

lisboa gaviao

 

gavião

Dia 2 – Quinta-feira (172+173) = 345 Km

Volto a Gavião, na qualidade de vereador para apresentar um documento preparado com a ajuda de outros responsáveis políticos (inclusive nacionais) poder dar a opinião politica e representativa da população que represento naquele órgão institucional, para o qual fui eleito democraticamente.

 

Faço ponto de situação ao nível da organização das subscrições do Prof. Cavaco Silva.

 

Ao final do dia volto a Lisboa

 

lisboa gaviao

 

 

portalegre gaviao

 

Dia 3 – Sexta-feira (172+56+56 ) = 284Km

De novo para Gavião.

Na viagem sou colocado ao corrente de novos situações. Faço paragem em Gavião e Comenda dirigindo-me a Portalegre. Levo o número suficiente de subscrições para a atingir a meta concelhia, colocada sob os meus ombros. Mais uma vitória.

 

gavião

Dia 4 – Sábado/Domingo 173 Km

Agora é necessário ultrapassar a meta concelhia e ainda há tempo. Organizar o restante.

Volto a Lisboa

 

Dia 9 – Quinta-feira

Em Lisboa, a entregar na sede nacional da recandidatura do Prof. Cavaco Silva a entregar o número de subscrições suficientes para ultrapassar os objectivos concelhios.

 

lisboa gaviao

 

 

portalegre gaviao

Dia 11 – Sábado (172+56+56 ) = 284Km

Volto a Gavião, mas vou directo a Portalegre. 1º Reunião da distrital do Partido Social Democrata de Portalegre, do qual agora faço parte.

 

Um espírito muito unido, óptimas intervenções de Armando Varela (Presidente da Câmara de Sousel também presidente Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo), de Cristóvão Crespo (Deputado na Assembleia da República) e ainda Miguel Arriaga (eleito da assembleia municipal de Portalegre e presidente da JSD).

 

 

dia 28/11

484

dia 1/12

345

dia 2/12

345

dia 3/12

284

dia 4/12

173

dia 11/12

284

total

1915 km percorridos

 


Para quando o SimpleX Autárquico em Gavião ?

+ Transaparência no acesso às decissões e informação de gestão a toda a população?

+ Novos canais de atendimento

+ Simuladores

+ Acompanhamento dos níveis de serviços / estado dos processos

 

O Simplex Autárquico, lançado em Julho de 2008, começou por reunir medidas propostas pelas 9 autarquias que entenderam envolver-se neste projecto: Águeda, Cascais, Guimarães, Lisboa, Pombal, Portalegre, Porto, Redondo e Seixal.

 

Na edição de 2009/10, foram 60 os municípios que aceitaram o desafio e aderiram ao programa, individualmente ou com o apoio de comunidades intermunicipais.

 

Neste ano, mais que duplicámos o número e contamos com 121 autarquias  participantes no Simplex Autárquico.

 

simplex autárquico
Como habitual, neste Programa encontram-se medidas:

 

•intersectoriais, que dependem de colaboração entre a administração central e local;

•intermunicipais, que dependem da articulação entre os municípios participantes;

•municipais, que dependem do exclusivo compromisso de cada autarquia.

 

A consulta pública, a transparência e a prestação de contas são alguns dos princípios que também norteam a construção do programa da administração local.

 


 

Ter razão antes de tempo é sempre complicado, mas é interessante verificar que a minha proposta feita à autarquia feita a 18 de agosto (ver aqui http://p-m.blogs.sapo.pt/49760.html) para iniciar rumo a um software mais aberto - Software com Licença Pública Geral GNU GPL, nomeadamente para uso nos postos de trabalho não especializados, esta a aproximar-se nomeadamente por via de uma lei elaborada na Assembleia da República.

 

Duas propostas de lei que tornam obrigatório o uso de software com normas abertas nos organismos do Estado foram aprovadas na quinta-feira. Os autores das propostas de lei explicam em vídeo o que vai mudar.

Contra todas as previsões mais pessimistas, as propostas de lei do BE e do PCP receberam os indispensáveis votos a favor das bancadas parlamentares do PS e do PSD.

Apesar dos votos favoráveis, Miguel Laranjeiro, deputado do PS, e Pedro Duarte, deputado do PSD, consideraram nas respetivas intervenções que as propostas de lei prestam-se a confundir normas abertas com o uso do software livre.

PCP e Bloco admitiram receber contributos de outras bancadas parlamentares durante o debate na especialidade, que se segue nos próximos tempos

Apesar de versarem sobre a mesma temática, as duas propostas de lei foram encaminhadas para diferentes comissões parlamentares, para os respetivos debates na especialidade.

Os autores das propostas acreditam que, em breve, as duas propostas de lei venham a ser debatidas na mesma comissão, podendo servir de base a um texto único.

As propostas de lei visam obrigar todos os organismos de estado a usar software com normas abertas, que facilitam a interoperabilidade. Com esta solução, os cidadãos não têm de fazer o download de diferentes aplicações para aceder aos documentos que a Administração Pública disponibiliza na Web.

Os autores da lei acreditam que o texto final da nova lei possa estar concluído - e votado - dentro de um mês.

Na mesma sessão parlamentar, o CDS-PP apresentou uma resolução com os mesmos propósitos das propostas de leis do PCP e do BE. A resolução viria a ser chumbada. Na opinião da bancada parlamentar do CDS-PP, deveria ser o Governo a criar leis que promovem a aplicação de normas abertas no software usado pela administração pública.

http://aeiou.exameinformatica.pt/estado-vai-passar-a-usar-software-com-normas-abertas-video=f1008044

 

publicado por Paulo José Matos às 17:00 | comentar | favorito
06
Dez 10
06
Dez 10

Sá Carneiro

 

30 Anos | 4 dez 1980 | Homenagem a Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa

Discurso de Carlos Carreiras, Presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro:


Senhor Presidente do CDS-PP,

Senhor Presidente do PSD,

Se me permitem, caros amigos Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, muito nos honra a vossa presença,

 

Caras e caros convidados,

Minhas senhoras e meus senhores,

Permitam-me que a primeira palavra seja para com os familiares de Francisco Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa, Snu Abecassis, Manuela Amaro da Costa, António Patrício Gouveia, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa.

Muitas vezes esquecemos que estes eventos públicos, estas incontáveis palavras e homenagens públicas, são também o reavivar de profundos sentimentos e de memórias pessoais.

Uma segunda palavra ao Instituto Adelino Amaro da Costa, na pessoa do seu presidente, Salvador Correa de Sá, a quem quero publicamente agradecer a colaboração conjunta e associação a este momento, inédita nestes trinta anos.

Lembrar Camarate é, normalmente, falar de passado, de um passado que nos transmite uma profunda saudade.

Uma profunda saudade e uma profunda revolta, porque, é minha forte e profunda convicção, de que o passado não está encerrado enquanto não estiver totalmente reposta a verdade sobre tão brutal atentado que assassinou covardemente sete vítimas, entre elas, o primeiro-ministro e o ministro da defesa de Portugal.

Ainda é tempo de repor a verdade histórica, a verdade moral, a verdade dos homens.

Temos inscrito do nosso código genético, a cultural tendência de chorar o passado, chorando o futuro.

Temos por adquirido o amanhã e damo-nos condenados ao destino.

Ao nosso fatalismo chamamos-lhe fado.

Trinta anos depois quisemos fazer algo diferente.

Quisemos falar sobre futuro.

Foi esse o trabalho que, durante os últimos meses, desenvolvemos com o Instituto Adelino Amaro da Costa.

O pequeno excerto do trabalho que hoje apresentamos é a parte mais visível de horas e dias de pesquisa e de recolha de depoimentos que percorreram dezenas de cenários, sem constrangimentos políticos ou preconceitos ideológicos.

Reunimos uma dezena de personalidades e de tudo o que foi dito, guardo as sábias palavras de António Pinto Leite: “Sá Carneiro era um homem que sonhava com um país normal”.

Nem mais, nem menos que isso: um país normal.

Pode parecer pouco. Especialmente quando falamos de um político. De um primeiro-ministro.

Mas se pensarmos nos últimos trinta anos, então a normalidade é um objectivo ambicioso. Muito mais ambicioso do que julgaríamos.

Nos últimos trinta anos habituamo-nos a considerar a excepção como regra, o extraordinário como costumeiro e a falta de normalidade como vulgar.

Todos os dias somos confrontados com a excepção, com o extraordinário e com o pouco normal. Banalizamos tudo.

Achamos normal ter um estado que é mais parte do problema que da solução.

Achamos normal ter um país que se endivida sem criar riqueza.

Achamos normal um País que quer defender a todo o custo o Estado Social, sem conseguir garantir a Função Social do Estado

Achamos normal a perda de soberania e sermos condicionados e censurados pelo nossos parceiros internacionais.

Achamos normal o absurdo défice de confiança, que se alimenta de escândalo após escândalo, até que os escândalos nos deixem de escandalizar porque simplesmente achamos, tudo normal.

E na loucura dos dias esquecemo-nos do bom que seria, do extraordinário que será, apenas e só, ser um país normal

Cada hora, cada dia, cada ano que passa não é só a economia que enfraquece, não são só as finanças públicas que se esgotam.

Acima de tudo, esgota-se a vontade de um povo, desperdiçam-se as forças de um País e do melhor que há em nós.

São as pessoas que se vão habituando à falta de normalidade.

Deixam de se escandalizar.

Deixam de se indignar.

Banalizámos a anormalidade.

 

Senhor Presidente do CDS-PP

Senhor Presidente do PSD

Senhoras e senhores,

 

Assinalámos os trinta anos de Camarate tentando responder à pergunta que se repete vezes e vezes sem conta: e se o avião tivesse chegado ao Porto.

Mas a verdade é que por muitas teses, por muitos trabalhos, por muitas entrevistas e edição de livros. Nunca teremos uma resposta.

Nunca o saberemos.

Sabemos porém o que estava escrito.

Reler os discursos, textos e artigos de Francisco Sá Carneiro, é assustador, é chocante, é revoltante, porque muitos deles podiam ter sido ditos e escritos, ainda ontem; ainda hoje.

Tal é a sua impressionante actualidade.

Percorrer agora o então programa da AD é também revisitar questões antigas que ainda hoje, passados 30 anos, estão por resolver.

Temas actuais que já o eram há trinta anos atrás.

Problemas que ficaram sem solução.

É nossa convicção que o país seria bem diferente.

Só não sabemos o quão diferente seria. Quanto tempo perdemos. Uma, duas, três décadas? Nunca o saberemos.

Sabemos porém que Francisco Sá Carneiro foi primeiro-ministro num momento extraordinariamente difícil da história do país:

Um estado incapaz de acorrer à gravíssima situação social, profundas dificuldades financeiras que tinham justificado a intervenção do FMI.

Governos que não governavam e a inevitável instabilidade política.

Neste cenário Francisco Sá Carneiro esteve longe de ser um líder popular. Pelo contrário. Foi vilipendiado pela oposição, ferozmente criticado pela imprensa, contestado dentro do próprio partido.

Sá Carneiro não prometeu felicidade. Pelo contrário.

E, ao contrário do que seria de prever, foi no país real que encontrou a sua base de apoio. O país real que, melhor que ninguém, entendia o que tinha de ser feito.

O país real sempre quis ser um país normal.

Sá Carneiro e o governo AD trouxeram, num momento muito difícil da nossa história, um sinal positivo. Um sinal de esperança. Um sinal de futuro.

Um sinal que não está só nas palavras, nem apenas nas decisões, mas na atitude diferente de fazer política.

Uma politica que crie confiança, que motive, que galvanize.

Uma politica que defina uma missão, uma estratégia.

Um desígnio nacional.

Uma politica de convicções.

Tal como há trinta anos, Portugal continua, a precisar de políticos como Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, que com as suas capacidades, o seu talento, a sua vontade e inconformismo, acreditaram em Portugal.

Acreditaram em Portugal e nos Portugueses.

Os seus exemplos, hoje presentes em todos nós, são o principal legado que Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa nos deixaram.

Hoje é necessário dizer a Portugal e aos portugueses que a situação em que estamos, não tem de ficar neste fatalismo, de nos habituarmos a não sermos um País normal.

Temos de voltar a mobilizar a sociedade portuguesa, do centro direita à esquerda reformista, da democracia cristã à social-democracia.

Falta cumprir Portugal.

Todos estamos convocados, todos somos chamados,  a seguir o exemplo de dois Grandes Patriotas, Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa.

Que as suas vidas sejam para todos nós um factor de inspiração e de dedicação a Portugal, que bem precisa, que bem precisamos.

publicado por Paulo José Matos às 23:00 | comentar | favorito