Se o Socialismo é isto então é uma vergonha...

 Hoje, a anedota do dia e que correu no facebook foi

ÚLTIMA HORA: Restaurante de Castelo de Paiva anuncia que vai passar a cobrar os jantares socialistas "À ENTRADA"

 

Amigos, depois da alarvidade que a Licenciatura domingueira de Sócrates produziu "Pagar a dívida é ideia de criança!"

 

Eis que um fiel discípulo do Sócrates - Pedro Nuno Santos (presidente da distrital de Aveiro do PS e deputado na Assembleia da República), após uma boa garrafa de vinho socialista produz um verbalidade igualmente forte, enfim uma imbecilidade:

- Na situação em que nós vivemos, estou-me marimbando para os credores e não tenho qualquer problema enquanto político e deputado de o dizer.

 

Enfim...

 

É caso para dizer será que o socialismo é isto?

 

 Quem prende este senhor por associar uma imagem de incumprimento de Portugal, face a Europa?

 

 Será que o socialismo só produz irresponsáveis e despesistas?

 

Será que todos os socialistas se revêem neste discurso, que ia colocando em Maio todos os funcionários públicos sem ordenado?

 

Ou de um ponto de vista pessoal, será que por acaso este senhor tem algum empréstimo e não lhe apetece pagar, e procurava arranjar uma desculpa, é isso?

 

Enfim...

 

E pensar que hoje logo pela manhã, tinha feito um bom elogio ao ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Sócrates, Luís Amado, que defendeu o estabelecimento de limites ao défice e à dívida pública na Constituição, sobretudo para dar estabilidade à moeda através de garantias geracionais!

 

Fonte: http://www.ionline.pt/portugal/constitucionalizar-divida-jorge-miranda-contra-luis-amado-favor

 

Enfim... haja mais Luís Amado(s) por esse Portugal... a revoltarem-se contra estes socialistas de balofos e obtusos...

 


Constitucionalizar a dívida: Jorge Miranda contra, Luís Amado a favor

Por Margarida Bon de Sousa - Jornal i, publicado em 15 Dez 2011 - 03:00

Constitucionalista está chocado pela ditadura europeia sobre Portugal. Luís Amado diz que só assim se evita o caos

 

O constitucionalista Jorge Miranda criticou o Presidente da República por não estar a promover um amplo consenso sobre a questão do euro, mas manifestou--se totalmente contra uma revisão da Constituição para estabelecer limites ao défice e à dívida pública, sobretudo por pressão da Alemanha e da França. “Seria antipatriótico”, defendeu, ao contrário do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Sócrates, Luís Amado, para quem o esforço para se manter o rigor orçamental e fiscal obriga a um grande consenso nacional, que passa por uma maioria de dois terços no parlamento e, de preferência, por um referendo sobre as opções que se põem a Portugal no âmbito da zona euro.


Num encontro promovido pelo IDL, Instituto Adelino Amaro da Costa, foram claras as divergências entre os dois. Jorge Miranda considera que o enquadramento do défice e da dívida deve ser alvo de uma maioria simples, enquanto Luís Amado defende uma maioria qualificada; o constitucionalista acha inaceitável que as regras sejam impostas pela Europa, enquanto o ex-governante diz que ainda vamos ter de engolir muitos sapos para nos conseguirmos manter no euro ou sairmos da moeda única sem entrarmos em colapso.


“Esta crise apanhou-nos em contrapé”, disse Luís Amado. “A dependência do financiamento dos mercados é o imperativo da acção governativa. O país tem de ter consciência dos problemas gravíssimos com que colectivamente estamos confrontados. E é preciso termos a consciência de que as decisões que vão ter de ser tomadas colidem com valores que eventualmente nos repugnam. Mas a gravidade da situação é tal que nos obriga a uma clarividência e a ouvir os povos sobre o destino da Europa. Qualquer responsável vai ser abalado pelas decisões que têm de ser tomadas.” O ex--governante calculou ainda que o país precise de uma nova tranche de 75 mil milhões de euros em 2012 “só para se manter ligado à máquina”.


Reconhecendo que não se tratava de um tema que lhe fosse simpático, “pelas circunstâncias conhecidas”, Luís Amado considerou-o contudo importante no contexto do debate que o Conselho Europeu abriu. “A Alemanha constitucionalizou o défice e a dívida em 2009, através de um amplo consenso político nacional. O país mostrou um grande instinto de coesão e de projecção, num sinal claro aos seus aliados de que não abriria mão das suas opções programáticas. O euro foi-lhe imposto em troca da reunificação e eles impuseram as suas condições. E nesse processo continua a pensar e a agir da mesma forma. Pensar que se iriam afastar muito desses princípios era pura ingenuidade. E por isso, numa base muito realista, sempre achei que não íamos ter forma de impedir esse modelo.”


Amado entende que o conselho quer sobretudo dar estabilidade à moeda através de garantias geracionais. “O que querem é que os partidos não ponham em causa os limites ao endividamento e à dívida. E neste contexto até é mais importante o papel do partido da oposição que o do governo de turno, que está mais agarrado aos compromissos financeiros e aos credores.”, disse.


Já Jorge Miranda defende que mesmo que o tecto da dívida e do défice passem a estar consignados na Constituição, nada garante que seja cumprido. “O grande consenso”, defendeu, “era ter-se constituído em 2009 um governo de unidade democrática entre os dois maiores partidos. Isso teria dado segurança aos mercados. Não desculpo quem poderia ter feito essa grande manifestação de consenso”, acrescentou, referindo-se implicitamente quer a Cavaco Silva quer aos maiores partidos, na altura liderados por Ferreira Leite (PSD) e José Sócrates (PS).


O professor defende ainda que este é o tipo de normas onde há “factores externos muito mais fortes que podem impedir o seu cumprimento. “Mais importante que os dois terços”, acrescentou,” seria o acordo entre os três partidos, PSD, PS e CDS. Que aconteceu com o Memorando da troika e foi muito além da maioria de dois terços.”


Só a fechar...

 


 



publicado por Paulo José Matos às 00:02 | comentar | ver comentários (1) | favorito