06
Nov 12

Matos Rosa na Assembleia da República

«Obrigado Senhora Presidente,

Senhor Primeiro-Ministro,

 

Senhores Membros do Governo,

 

Senhoras e senhores deputados,

 

É difícil encontrar paralelo histórico para o momento político-financeiro que estamos a viver.

 

Portugal confronta-se, pela primeira vez, com uma crise em que não dispomos de alguns instrumentos típicos para resolver os nossos problemas. Permitam-me que relembre o que disse o Dr. Mário Soares, em 1 de Junho de 1984, à RTP: “Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”. Fim de citação

 

Estamos novamente sob assistência, mas o que é de assinalar, desde logo, é que o cumprimento do actual programa de ajustamento tem vindo a ser bem percepcionado pelos mercados e pelas instituições internacionais. Todas as avaliações que foram feitas pela Troika são positivas. E isso é uma obra deste governo e de todos os Portugueses!

 

/…/


Entrámos numa fase decisiva e muito exigente.


Temos de continuar a proceder à correcção significativa dos desequilíbrios acumulados ao longo de muitos anos.


Do estudo aprofundado e minucioso que efectuei ao orçamento para 2013, realço que O mesmo põe à prova a nossa capacidade para prosseguir reformas e acumular credibilidade.


Com este Orçamento está-se a criar futuro para os cidadãos, famílias e empresas.


Este Orçamento do Estado é um exercício de determinação.


É verdade que é pedido um esforço muito grande a todos os portugueses.


Mas também é verdade que se verifica uma repartição justa e equitativa dos sacrifícios.


Existe também, uma vontade clara em cortar na despesa.


Este é o orçamento que consubstancia os maiores cortes no desperdício de que há memória.


Este orçamento é amigo das empresas e da criação de emprego.


Este é o orçamento do compromisso com o estado social, do compromisso com o tribunal constitucional, do compromisso com o euro.


Sr. Primeiro Ministro,


É importante saber sempre o nosso ponto de partida, e por isso gostaria de conhecer:
Qual foi o montante da redução em 2011 e 2012 da despesa primaria do estado, bem quanto é o saldo estrutural primário em 2012, e os seus efeitos no orçamento agora em discussão?

Disse.»

publicado por Paulo José Matos às 13:00 | comentar | favorito
06
Nov 12

Baja 500... algumas fotos

 

 

 

publicado por Paulo José Matos às 00:01 | comentar | favorito