Feriado municipal... sem oposição, e sem fé!

Caros

 

O feriado municipal de Gavião ocorreu dia 23 de Novembro.

 

Este por mim não foi esquecido, não poderia deixar de ser. Por motivos profissionais não pude estar presente, mas algo deixou-me inquieto.

 

Verifico com alguns dos meus colegas eleitos para os vários órgãos representativos da comunidade que nenhum de nós recebeu qualquer comunicado escrito (e-mail, carta) ou verbal para estarmos presentes em tão prestigiante dia para o município.

 

Não puxo este tema para demonstrar que os eleitos do Partido Social Democrata são pessoas superiores ou inferiores aos cidadãos comuns, mas o que se verificou é que estavam apenas presentes os eleitos pelo Partido Socialista.

 

É no mínimo curioso que o livro de protocolo do município não contemple todos os eleitos. Será que os eleitos do PSD só servem para ouvir “das boas” numa tomada de posse, e não servem para estar presentes numa celebração comum? Estranho este protocolo.

 

É realmente pena que o público não assista às reuniões do executivo da Câmara Municipal onde poderia constatar que após a minha opinião sobre as matérias em discussão sou sempre “deturpado” numa voz colectiva de 4 pessoas. Ao contrário do que me fazem eu não o faço, e incito-os a serem testemunhas em meu favor do seu próprio comportamento!

 

Imagine-se que até nas reuniões se alude ao meu blogue, num tom de provocação ,é certo! Mas não deixo de notar que todos gostam de vir a este espaço ler as minhas crónicas e opiniões. E mais, todos gostariam de estar no meu lugar para aprovar ou desaprovar comentários! É no mínimo curioso!

 

Foco a minha atenção foi discurso da regionalização defendido pelo presidente Jorge Martins no qual eu vejo um pau de dois bicos, sendo que o negativo se sobrepõe ao positivo (…) passo a explicar.

 

Se a regionalização fosse implementada actualmente, e pelo modelo mais falado, a reorganização administrativa do território tenderia a centralizar todo o poder em Portalegre. Os concelhos pertencentes ao seu actual distrito iriam desaparecer ficando apenas sob forma de “super-freguesias”, ou seja, a unidade em torno da região aparentemente seria maior.

O actual concelho de Gavião que já por si, tem em vislumbre negros dias, tornar-se-ia rapidamente num dormitório em decadência, possivelmente um quarto dos empregos camarários ditos “técnicos” factualmente realizados na vila de Gavião seriam cortados (dado ser freguesia) e/ou deslocalizados para Portalegre.

 

Em minha opinião torna-se óbvio que esta população tenderá desabitar uma casa de Gavião para uma em Portalegre! A “grande urbe” está pois a um passo de uma decisão política!

 

Por outro lado, este tipo de discurso pelo que atrás refiro pode evidenciar já uma falta de fé na reviravolta à situação de catástrofe social, encoberta pelos tentáculos do polvo camarário que suporta laboralmente metade da população do concelho de Gavião pode estar a “dar de si”!

 

A regionalização é hoje em dia vista como uma medida de pânico, e que pode não resolver os problemas de distribuição da população pelo território porque a tendência de copiar os serviços que estão em Lisboa para todas as regiões podia duplicar o orçamento gasto globalmente no país que é Portugal, e isto levaria a uma cadência de défice orçamental hiearquia por hiearquia.

 

É necessário repovoar Portugal, e isso só se faz pelo trabalho! Primeiro traga-se as empresas autosustentáveis para o concelho de Gavião e depois então fale-se em regionalização!

 

Cumprimentos a todos

 

Link para download da reportagem do Jornal Fonte Nova

publicado por Paulo José Matos às 05:00 | comentar | favorito