24 de Dezembro - 100% honesto

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Ja que estamos no Natal, vou falar de decote/Seios


Em primeiro lugar não estou louco... Apenas quero falar de algo bom, sem hipóteses de não ser sincero, neste dia de natal!


 

Como é difícil encontrar um tema em que a minha opinião esteja fortemente estruturada pensei num tema que em mim é natural! do qual não sei mais que o comum mortal, mas que me suscita sempre imensa curiosidade! Quem não gosta de ver um  "Decote"?


 

Se existe coisa mais bonita ao corpo humano é seriamente o "Seio feminino" sendo este conseguido por tecido adiposo, conectivo e as famosas glândulas mamárias... são um estimulo sexual de tal nível que na cultura ocidentalizada chega a ser perturbador!!!



"Sei os teus seios.
Sei-os de cor.

Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.

Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.

Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!

Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!

Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?

Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?

Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!

Quantos seios ficaram por amar?

Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!

Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!

Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas , quarentonas lágrimas...

Seios fortes como os da Liberdade
Delacroix-guiando o Povo.

Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...

Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!

Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...

O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"

Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!

Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.

Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!

Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!

"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos"

Raimundo Lúlio , a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.

Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...

Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...

Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...

Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!

Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.

Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser"

Alexandre O'Neill



Com um tema tão fútil, mas agradável visualmente, e sendo acompanhado com tão belas ilustrações, nem me apeteceu escrever muito, deixando a escrita para quem sabe, neste belo poema que em cima coloquei...

 Enfim, sem dizer muito mais banalidades, Boas festas!

Paulo José Estrela Vitoriano de Matos

Dezembro 2007
 
 

 
publicado por Paulo José Matos às 17:49 | favorito