Inovação anda por aí!

Bom dia,

 

Hoje, trago-vos duas noticias que têm a sua certa particularidade, e que descobri este fim de semana.

 

A primeira noticia demonstra que é possível ter um acesso à informática por muito menos Euros que um Magalhães, e ainda assim ter igual capacidade de processamento, para além de ser do tamanho de uma pen.

 

A segunda noticia tem a ver com a Política Europeia, como transformar uma medida pró bem ambiente, num incentivo a um sector económico desfavorecido, como é o das pescas. Isto é, o objectivo é aproveitar a capacidade instalada do sector pesqueiro para recolher o lixo oceânico durantes os dias em que não se pode pescar!

 


 

 Fonte: http://venturebeat.com/2011/08/29/25-computer-pi-quake-3/

   
This $25 computer (yes, computer!) also runs Quake 3


Remember that $25 computer about the size of a flash drive game developer David Braben unveiled in May? According to a video posted on Saturday, it can run games in high-definition, too.

 



The Raspberry Pi computer is a single-board computer that’s capable of rendering video games like Quake 3 at a 1920-by-1080 pixel monitor resolution. The game cruises along at around 20 frames per second with the lighting and geometrical details cranked up to maximum quality. It’s also running at a 1920-by-1080 pixel resolution, which brought the frame rate down slightly, Raspberry Pi foundation’s Eben Upton said. Considering the limited horsepower on the Pi, it’s still pretty impressive.

The computer has a 700-megahertz ARM processor and 128 megabytes of RAM. That’s about half as much memory as most smartphones today, which also sport processors that usually clock in at around 1 gigahertz. That makes it slightly weaker than a smartphone. There’s an SD card slot on the device that handles any storage, and it can output video and other images at 1080p resolution. It has a USB-out port that lets owners plug in a keyboard, and an HDMI-out port that can connect to an HDMI-enabled television or monitor.

- Matthew Lynley

 


Fonte: http://oplanetaquetemos.blogspot.com/2011/05/ue-vai-pagar-pescadores-para-recolherem.html

U.E. Vai Pagar a Pescadores para Recolherem Plástico do Mar


A comissária europeia das Pescas, Maria Damanaki, quer que os pescadores peguem nas suas embarcações durante a época do defeso e vão à pesca dos milhões de recipientes de plástico que boiam nos mares europeus. Este projecto apresenta uma fórmula dois em um: os pescadores aproveitam para ganhar uns euros extra em dias que ficariam em terra e ao mesmo tempo ajudam o ambiente marinho.


“Com as quotas de pesca impostas por Bruxelas, os nossos pescadores trabalham no máximo 180 dias por ano. Se houver incentivos de Bruxelas, terão muito tempo para participar nesta iniciativa”, defende António Cabral, secretário-geral da Associação dos Armadores de Pesca Industrial, e lembra que, por enquanto, os pescadores são obrigados a lançar para o mar todo o lixo que vem às redes. Para o dirigente, todas as actividades complementares à pesca são bem-vindas: seja a caça ao lixo, os passeios turísticos ou investigação científica.

Experiências na Europa

O 1º projecto-piloto anti-plástico teve lugar em França no ano passado, com apoio de fundos comunitários. Cada pescador recebeu perto de 400€ por cada tonelada de plástico retirada do fundo do mar e no total foram removidas mil toneladas de lixo.


Os pescadores espanhóis da Costa Azul, no Mediterrâneo, iniciarão este projecto já no final deste mês. Apoiados pelas autoridades locais, deverão estriar novas redes de pesca que custam entre 16 mil e 40 mil euros e que, segundo os especialistas, “são 100% recicláveis e não capturam peixe”.

Mar Mediterrâneo

Dos mares da Europa, o Mediterrâneo é o mais afectado pelo plástico. As suas águas escondem perto de 250 mil milhões de objectos, assegura um estudo franco-belga de 2010. Outro relatório, da autoria da ONU, garante haver 18 mil pedaços de plástico por km neste mar europeu.
As Nações Unidas estimam que 500 toneladas de plástico deverão já estar dissolvidas nas águas do Mar Mediterrâneo.


Os mares estão repletos de plásticos, como garrafas, sacos, fraldas, redes de pesca velhas, cordas e milhares de outros objectos. Ao longo dos anos, os plásticos vão-se fragmentando, havendo locais onde a densidade de fragmentos de plástico é superior ao plâncton. Existem cerca de 2000 detritos (a maioria de plástico) por cada km de praia na Europa. 19 em cada 20 cadáveres de animais encontrados no litoral europeu têm pedaços de plástico no estômago.

Portugal

Um projecto científico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, no Monte da Caparica, intitulado “Poizon”, fez a monitorização de 5 praias na Costa da Grande Lisboa, entre 2009 e 2010. Os investigadores detectaram 400 fragmentos de plástico por m2 na linha deixada pela maré alta. “A quantidade é preocupante, principalmente porque de pequenas dimensões e, confundidos por alimentos pelos organismos marinhos, podem afectar toda a cadeia alimentar”, diz a investigadora Paula Sobral, coordenadora do projecto.

Duas acções recentes na limpeza de praias removeram milhares de garrafas, bidões, embalagens e fraldas. No início do mês, quatro dias bastaram para que os voluntários do movimento Brigada do Mar recolhessem, em sacos de lixo industrial, quase 30 mil litros de resíduos no areal alentejano. Em Março, uma acção da Essência, escola de surf da Costa da Caparica, retirou das praias perto de uma tonelada de lixo numa manhã. “É só a ponta do iceberg”, resumem os organizadores.


O projecto CoastWatch, que conta com o apoio dos Ministérios do Ambiente e da Educação, fez um levantamento de uma área de 423 km de costa entre 2009 e 2010. Embora os investigadores não especifiquem quantias totais, os resíduos mais encontrados são os plásticos, muito à frente dos vidros e dos metais.


A coordenadora da CoastWatch, Guilhermina Mesquita, explica que: “No nosso país ainda há muito a “educar” no que diz respeito à forma – muitas vezes pouco cívica – como nos desfazemos do plástico”.

"Ilhas de lixo" flutuam nos oceanos

Chamam-lhes “ilhas de lixo flutuantes”, “aterros marítimos” ou “sopas de plástico” e existem em todos os oceanos, ameaçando os ecossistemas, as espécies marinhas e a saúde humana através da cadeia alimentar. Uma das mais faladas é a “Ilha flutuante” ou “Vórtex” de lixo do pacífico (visível em imagens de satélite), entre a costa da Califórnia e o Havai. Foi identificada por um oceanógrafo americano em 2008. Charles Moore revelou então ter navegado durante dias sobre aquela “sopa condensada” com fragmentos de legos, restos de caiaques ou de sacos de plástico que estimava ter o dobro do tamanho dos EUA. Diferentes cientistas apresentaram distintos cálculos. A concentração de tamanha quantidade de resíduos naquela área está relacionada com as correntes. O chamado “Remoinho Subtropical do Pacífico” faz com que o lixo quase não saia do mesmo lugar e daí a concentração. Contudo, o lixo proveniente das actividades humanas, à praia retorna.

Compromisso de Honolulu

Em Março de 2011 foi realizada uma conferência no Havai com a intenção de estabelecer políticas internacionais para minimizar o problema do plástico nos oceanos. Este evento contou com a presença de comissários de governo, líderes industriais e especialistas de 35 países. Desta reunião nasceu o Compromisso de Honolulu (em pdf aqui), que incentiva a troca de informações e promove uma abordagem mais ampla para lidar com este problema de forma a evitar os danos nos ecossistemas.

 

 

 

publicado por Paulo José Matos às 08:00 | favorito