Reunião de Assembleia Municipal - 20 de Abril de 2018 - Intervenção Paulo Matos

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Intervenção Municipal - Paulo José Estrela Vitoriano de Matos

Reunião de Assembleia Municipal de Gavião

20 de Abril de 2018

 

Boa tarde,

 

Cumprimento todos os membros presentes nesta assembleia municipal, na pessoa do presidente da mesa Paulo Pires,

Exmo. Sr. Presidente da Camara e vereadores,

Comissão de Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, que hoje temos a honra de ter a vossa presença,

 

O mês de abril é decididamente o mês da liberdade, o mês no qual festejamos a efeméride do 25 abril, a qual trouxe à grande maioria da população portuguesa um desenvolvimento socioeconómico que seria impensável, se tal movimento militar não tivesse acontecido.

 

Relembrando esse tempo, não que o tivesse vivido, mas pelas palavras de quem o viveu, é impossível não nos lembrarmos de como o termo “povo” era arma politica de arremesso entre as forças politicas. O uso do termo “povo” reclamado pelos partidos das esquerdas, dizia-se ser o povo operário que luta de sol a sol, já o povo conotado pelos partidos das direitas, seria o povo burgues, o explorador.

 

Hoje, 2017, esta analise sectorial do povo é fútil, inconsequente e em ultima análise ridícula. Em 2017, o povo, somos todos nós, eu e tu, e cada um é livre de pensar o que quiser… e uma terceira pessoa tem no seu limite de liberdade, o dever de salvaguardar o devido respeito, entre pares.

E perguntais vós, que tem isso a ver com a reunião de hoje?

Tem tudo.

 

Mais uma vez a Assembleia Municipal eleita pelo povo do concelho de Gavião, e na opinião da coligação do Partido Social Democrata (PSD) e do Partido do Centro Democrático Social (CDS), não tem dado o sinal, que quer ouvir o cidadão comum, de estar de portas abertas ao povo. Reunimos à sexta-feira às 15 horas, e digam-me, em consciência qual é o cidadão comum que pode?

 

É pois, quase sempre impossível para o cidadão gavionense, que tem o seu rendimento fruto do seu trabalho deslocar aqui, neste horário. Aliás, tanto assim o é, que até os partidos presentes nesta assembleia, em particular aqueles que estão representados por cidadãos que não trabalham diretamente para o Estado Português, em particular na administração local, em vez de poderem vir cumprir o seu desígnio de participação cívica, direito obtido pelo 25 de abril, são forçados a fazer-se substituir.  

 

E agora pergunto, o que quer o Partido em maioria tanto na camara como na Assembleia Municipal? Quer uma alternativa democrática que pode ajudar a criar consensos, ou quer uma oposição radicalizada porque se vê amputada no cumprimento dos seus deveres?

A bem do povo, o povo gavionense, não deveríamos todos nós escolher a primeira opção?

 

E deixa-me mais uma vez reforçar, o Povo gavionense, sou eu, és tu. É o cidadão que tem o seu trabalho em Gavião, É o cidadão migrante que trabalha Mafra, É o cidadão migrante que trabalha em Castelo Branco, É o cidadão migrante que trabalha em Lisboa, É o cidadão emigrante que trabalha na Suíça.

 

Caros e Caros membros da Assembleia,

Este impedimento, de sermos uma alternativa democrática vai mais longe, esta reunião convocada ao abrigo da Lei, não teve na sua génese todos os condicionantes que a dotem da competência legal indiscutível, e se alguém aqui, ou alguém de fora, intentar questionar sobre a validade jurídica dos atos e votações que vão aqui ocorrer, será legitimo, pois fomos nós que nos colocamos à sua merce.

 

Para uma alternativa democrática, apreciar documentos não é receber meramente um conjunto de folhas com mapas contabilísticos, é avaliar a trajetória, é avaliar os indicadores económicos e financeiros, é ajudar que quem governe, governe melhor, é essa a nossa opinião, pois sempre foi essa a nossa atitude. 

Termino, dizendo eu que decidimos estar aqui hoje, porque entendemos que não somos oposição, somos a alternativa democrática, que quer contribuir para o futuro gavionense.

 

Tenho dito.   

publicado por Paulo José Matos às 22:00 | comentar | favorito